Sem dialogar com categoria, Semed pressiona para retorno presencial

O Sindeducação tem feito visitas constantes às escolas da rede pública municipal de São Luís, especialmente aquelas que já retornaram ou estão no cronograma para retornar de forma presencial. O objetivo principal das visitas é garantir que nenhuma escola retorne sem condições mínimas de estrutura para cumprir os protocolos sanitários para que a comunidade escolar tenha sua vida resguardada. O outro aspecto analisado diz respeito às questões pedagógicas necessárias para que se desenvolvam atividades de ensino com qualidade.

Na UEB Mário Pereira, na Zona Rural, mobiliário encontrado está totalmente enferrujado. Antes da pandemia, alunos assistiam aulas do lado de fora, devido as salas serem abafadas e pequenas.

Desde junho, o sindicato vem reunindo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed)para tratar do retorno presencial e a secretaria assumiu diversos compromissos, inclusive com o Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA): que a volta das atividades presenciais seria realizada de forma segura e gradual, dialogando e planejando com os professores, com garantia de estrutura para cumprimento dos protocolos sanitários, entre outros pontos. Porém, depois dos dia 16 de agosto, data em que as primeiras escolas retornaram, temos recebido inúmeras denúncias de professores que estão tendo seus direitos desrespeitados e de que já estão faltando insumos nas escolas (álcool gel, sabão, papel), além disso o distanciamento e o uso de máscaras faciais no ambiente escolar não estão garantidos, muitas escolas que estão retornando não têm salas amplas e com ventilação natural, isto é, os protocolos sanitários não estão sendo respeitados.

Banheiro da UEB Tom e Jerry interditado. Escola ainda não recebeu a visita da equipe de Engenharia da Semed.

Para tentar driblar a vigilância do sindicato e MP-MA, a Semed não publica e nem responde aos documentos em que o sindicato solicita os cronogramas de retorno presencial e de reforma das escolas. Inclusive, na semana passada algumas escolas que não estavam no cronograma, retornam presencialmente, a informação que temos é que os professores são informados uma semana antes do retorno, sem tempo hábil para planejamento e organização do trabalho pedagógico.Inclusive, ficamos surpresos com matéria veiculada na imprensa local se referindo a uma reunião em que a secretaria teria disponibilizado os cronogramas à 1ª Promotoria de Educação do Estado, ao titular Paulo Avelar, o que ensejou mais uma movimentação do sindicato solicitando junto à Semed e a promotoria tal cronograma.

Esgoto a céu aberto entre a UEB Tom e Jerry e UEB Menino Jesus de Praga, no Vinhais, coloca ainda mais em risco a saúde da comunidade escolar.

Fomos informados, por fontes extraoficiais, que amanhã, dia 21, acontecerá uma reunião da secretaria com gestores de 26 unidades do Ensino Fundamental e 15 unidades da Educação Infantil que estariam na lista para retorno presencial. Nas próximas semanas, a entidade estará nas escolas vistoriando e conversando com os professores e com a comunidade. Todas as denúncias recebidas estão sendo encaminhadas também ao Ministério Público para que o órgão tome as devidas providencia junto à Prefeitura de São Luís. Hoje foi a vez das seguintes escolas.

Forro da UEB Menino Jesus de Praga está totalmente comprometido.

Creche Escola Maria Jesus de Carvalho, na Camboa;

UEB Senador Miguel Lins, Alemanha;

UEB Professora Edith Valois, no Maracanã;

UEB Tom e Jerry, no Vinhais;

UEB Newton Neves, Vilpa Palmeira;

UEB Thomaz de Aquino Andrade, Vila Lobão;

U.I Duque de Caxias, João Paulo;

UEB José Cupertino, Joao Paulo;

UEB  Dr. Oliveira Roma, no Recanto dos Vinhais;

UEB Maria Alice Coutinho, Turu.

UEB Meus Amiguinhos

UEB Menino Jesus de Praga.

UEB Mário Pereira, Zona Rural.

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