Sindeducação repudia cancelamento de Audiência Pública na Câmara de Vereadores

AUDIÊNCIA CANCELADA

O Sindicato dos Profissionais do Magistério de São Luís recebeu com muito pesar a notícia de remarcação da audiência pública na Câmara de Vereadores de São Luís que aconteceria na tarde desta terça-feira no Plenário Simão Estácio. Em nota, o vereador Marquinhos, propositor da audiência diz que a remarcação se deu “devido ao pedido da Secretaria de Educação do Município, devido ao não comparecimento do Secretário Moacir Feitosa por motivos alheios a sua vontade”.

A Audiência Pública na Câmara de Vereadores de São Luís foi uma conquista da direção do Sindeducação que vem lutando pelo debate dos problemas que afligem a educação pública municipal de São Luís. Hoje o quadro educacional está caótico, com escolas com graves problemas estruturais, alunos que ainda não começaram o ano letivo de 2017, reformas/reparos fictícios que nunca chegam ao final e a completa desvalorização dos profissionais da educação.

“Não podemos receber uma notícia dessa e não ficar indignados. A educação pública municipal de São Luís está em ruínas, beirando o caos. 80% das nossas escolas não tem condições nenhuma de infraestrutura, com teto e paredes desabando em nossos alunos e professores. Não tem iluminação, faltam ventiladores, falta merenda escolar, os telhados estão cheios de goteiras e infiltrações. O que mais temos que fazer para passar a educação de São Luís a limpo? Precisamos debater esses problemas e fazer encaminhamentos para mudar esse quadro degradante que passa a educação de São Luís, disse a professora Elisabeth Castelo Branco.

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No mês de abril a direção do Sindeducaçao ocupou a tribuna da Câmara de Vereadores onde cobrou da Casa a Audiência Pública para falar sobre os problemas da educação e ainda a instauração de uma CPI para investigar o gerenciamento dos recursos repassados pelo Governo Federal para a pasta.

“Precisamos passar a educação pública municipal de São Luís a limpo. Nossos alunos não podem mais esperar, nós professores, não podemos mais esperar. São muitos problemas e falta de valorização da nossa categoria. Não vamos descansar enquanto a Prefeitura de São Luís não assumir o compromisso com a educação”, disse o professor Giorgio Lira, primeiro secretário do Sindeducação.

20 dias

Ainda segundo a nota, o vereador Marquinhos, propositor do debate diz que a audiência pública deve ser remarcada em até 20 dias. O vereador lamentou o adiamento da audiência e disse que não vai descansar enquanto não tiver resposta por parte da Prefeitura de São Luís para os problemas da Educação.

Para a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco a audiência é necessária e urgente e tem que ser tratada com seriedade. As autoridades competentes têm que assumir as responsabilidades que lhe são de direito.

“A educação de São Luís está retrocedendo a cada ano. Desde 2013 estamos denunciando esses problemas que só tem aumentado. Tudo está pior, beirando o caos, catastrófico e percebemos que as autoridades competentes não estão se empenhando para solucionar esses problemas, pelo contrário, vemos todo os dias o quanto a educação é desrespeitada, quando não temos o diário de classe para registrar as aulas, quando não temos um pincel para escrever no quadro, quando temos que liberar as crianças antes do horário pela falta da merenda escolar ou porque na escola não tem água para os alunos beberem. Hoje temos uma grande quantidade de escolas que nem sequer iniciaram o ano letivo de 2017, como essas crianças podem avançar na educação, como desenvolvemos a nossa capital desse jeito? Os professores são desvalorizados quando não tem os seus direitos garantidos. Direito a um ambiente escolar digno para desenvolver as atividades como seus alunos, direito a receber a sua titulação, a sua progressão como diz a Lei, direito ao reajuste salarial. Os repasses federais chegam todos os meses. Onde esses recursos estão sendo empregados, se a educação de São Luís está engessada há tempos? São esses questionamentos que devemos fazer na audiência, porque cobrar da Semed, da Prefeitura de São Luís e do Ministério Público o Sindeducação já vem cobrando há tempos, concluiu a professora.

 

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