Sindeducação participa de reunião na UEB Governador Jackson Lago e volta a cobrar providências urgentes

18622151_1492959174084156_4533986626978319178_n
A situação calamitosa da UEB Jackson Lago foi discutida, na manhã desta quarta-feira, em uma reunião com o Sindeducação, pais, alunos, professores, representantes da OAB e o Deputado Wellington do Curso.

Revoltados com a falta infraestrutura e condições básicas como iluminação, água, ventiladores nas salas e outros problemas, a comunidade escolar utilizou o momento para denunciar o abandono da unidade de ensino, que vem enfrentando graves problemas e a prefeitura de São Luís se mantém omissa.

18664453_1492959010750839_3187667505909944765_n
Os jovens estudantes se posicionaram e reivindicaram melhorias efetivas no espaço escolar. “o prefeito precisa resolver logo os problemas da nossa escola; não consigo me concentrar e aprender, pois o calor é agoniante e passo mal; além de não ter ventilador, minha sala não tem iluminação e isso tem prejudicado a minha saúde”, contou a aluna, Iara dos Santos..

Os professores da UEB também relataram que há um prejuízo significativo no processo de ensino e aprendizagem, visto que o espaço escolar não oferece condições viáveis para que o educador desenvolva uma aula de qualidade para seus alunos.

18664293_1492958697417537_19711463136812119_nRepresentantes da Comissão de Defesa da Educação da OAB- MA também participaram da audiência. ” Recebemos um convite dos pais e alunos para visitar esta unidade, e verificamos inicialmente que falta iluminação adequada, ventiladores nas salas, entre outras necessidades, tais problemas comprometem o aprendizado do alunado e ofende o artigo 205 da Constituição Federal que resguarda o pleno direito à educação e o dever do Estado. Iremos desenvolver um relatório circunstanciado e pedir providências imediatas do município de São Luís, caso não seja cumprido, iremos acionar o poder judiciário para que intervenha, informou o presidente da Comissão, Adelmano Benigno.

A diretora sindical, professora Orfisa Surama ressaltou que o quadro de sucateamento é geral e cerca de 80% da rede municipal de ensino de São Luís está deteriorada. “Nós visitamos várias escolas durante a semana e percebemos o cenário de abandono por onde passamos; nossa luta é continua e insistente na defesa de uma educação pública de qualidade, e nós vamos permanecer cobrando e denunciando o descaso com a rede municipal de ensino da capital, frisou a educadora.

Para a professora Nathália Karoline dos Santos, segunda tesoureira, os problemas têm se agravado e o governo municipal não prioriza a educação da cidade. “É lamentável a realidade das nossas escolas; o poder público não toma providências efetivas e as crianças, jovens e professores vivem em situação subumanas, que violam a dignidade. Essa gestão precisa assumir a responsabilidade com a sociedade e investir no ensino público, no futuro desses estudantes, assim como proporcionar condições digna de trabalho para os profissionais do magistério.

Diante da situação, Wellington afirmou que todas as denúncias e solicitações serão formalizadas na Assembleia Legislativa, Ministério Público, Prefeitura e OAB-MA. O que resta saber é: para onde foram os recursos da educação? A certeza que temos, após ouvir os relatos dos alunos, pais e professores é que aqui não estão. Se estivessem, ao menos lâmpada nós teríamos. Lâmpadas. Isso é pedir muito? Ventiladores. Cuidadores. A escola tem alunos com deficiência e não tem sequer um atendimento especializado. Os banheiros? Sem portas. Os vigilantes? Com salários atrasados há 03 meses. Isso é compromisso com a educação? Todas essas denúncias serão oficializadas junto ao Ministério Público, Assembleia Legislativa e OAB. Algo tem que ser feito!”, disse.

1 comentário

  • Maria disse:

    Apesar do caos o prefeito finge normalidade, os alunos que estão sem aulas são crianças pobres cujo a única utilidade que poderão ter no futuro e dar seus votos a políticos demagogos, e o ano passado quando todos já sabiam que Edivaldo fracassou nessa pasta, a educação, muitos professores votaram nele alegando que o “trabalho ” tinha que continuar, onde trabalho esses era o discurso,;resultado a escola ainda não iniciou o ano letivo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *