16% de reajuste para professoras e professores de São Luís: uma vitória incontestável da força da categoria!
Como era de se esperar, o prefeito Eduardo Braide anunciou, neste 21/1/2026, primeiro dia de Jornada Pedagógica 2026 da Rede Pública Municipal de Ensino, o reajuste para este ano nos vencimentos dos professores e professoras, que deverá ser concedido após aprovação da Câmara, a partir de fevereiro, retroativo a janeiro deste ano.
O que ninguém esperava era o percentual de 16%, comemorado por todos e todas nós que fazemos a Educação Pública da capital maranhense.
Além do reajuste, também foi anunciada a publicação, já no Diário Oficial desta quinta-feira, 22/1, de quatro decretos contemplando direitos estatutários, que versam sobre concessão de progressão horizontal, progressão vertical e Adicional de Titulação, bem como a entrega de obras em escolas como Salomão Fiquene (Tibiri), Augusto Mochel (Maracanã), Cecília Meirelles (Cidade Olímpica) e Darcy Ribeiro, além da construção de quadras poliesportivas e mais 20 escolas em tempo integral.
Vale dizer que tudo isso é fruto de muita luta das professoras e professores que diariamente constroem nossa rede e organizam suas batalhas em defesa da educação pública de São Luís através do Sindeducação.
Neste ponto, cabe ressaltar o equívoco do prefeito em atacar publicamente a organização dos (as) professores (as), solicitando de pronto que os cartazes com nossas pautas, definidas pela categoria em Assembleia, fossem rasgados, pois ele é quem teria “compromisso com a educação e com os professores”.
Em sua fala, Braide dava a entender que o reajuste anunciado seria maior que o reivindicado pela entidade, de 7% (deliberado em Assembleia), bem como superior ao novo cálculo do piso para este ano, fruto de medida provisória do governo federal (de 5,4%), como se o sindicato lutasse por um índice rebaixado.
O que o prefeito não entende, ou faz que não entende, é que esse índice foi fruto de análise da categoria ao ler os cenários que lhe eram apresentados, de índice rebaixado para recomposição do piso, bem como de seu anúncio ano passado, quando os (as) professores (as) reivindicaram 15% e ele não concedeu nem a metade desse índice, mesmo podendo fazê-lo, como fica comprovado agora.
Óbvio que festejamos, todos e todas, nossos 16%, que não são fruto da benevolência de qualquer governante, mas de muita luta docente através do Sindeducação, representação legítima da categoria, que há anos busca um diálogo franco, aberto, negociado e propositivo com a Prefeitura e com a Semed; bem como festejamos as reformas nas escolas, que visitamos ao longo do ano, apoiando a luta de suas comunidades por essas melhorias; bem como festejamos as progressões e concessões de titulação, fruto de muitas idas do Sindicato até a Secretaria.
Festejamos nossas vitórias, as vitórias das professoras e professores de São Luís, e seguiremos em nossas lutas, para que nossas pautas não sejam rasgadas nem ignoradas, como a atualização do Difícil Acesso, a atualização do nosso PCCV, a defesa da EJA, a desburocratização na liberação para formação, entre tantas outras que o prefeito parece desconhecer.
Aliás, seguiremos em luta até que realmente São Luís se torne, como já reivindicamos, a Cidade da Educação, que o prefeito em seu anúncio parafraseou ao evocar a “Ilha da Educação”, ao anunciar que o Programa Escola Nova chegará em todas as escolas – e isso também reivindicaremos, como reivindicamos, até hoje, a climatização de toda a rede.
Às professoras e professores que não baixaram nossas pautas quando ordenado pelo prefeito, e que também enviaram mensagens de solidariedade ao Sindicato ante ataque desnecessário, nosso muito obrigado, e podem contar:
Não seremos interrompidas (os), nem teremos nossas pautas rasgadas!
O Sindeducação somos todos e todas nós!
