Nota do Sindeducação sobre a Jornada Pedagógica 2026

PREFEITURA E SEMED:

QUEREMOS E PRECISAMOS DE UMA CIDADE DA EDUCAÇÃO!

Jornada Pedagógica deve contemplar toda a rede, com planejamento que permita a realização de um evento que cumpra seu objetivo formativo e de reflexão sobre a realidade da Educação Pública no Município de São Luís

 

Mais uma vez, a organização da Jornada Pedagógica deixa a desejar, prejudicando férias docentes e sem atender a TODA a Rede Pública Municipal de Ensino de São Luís.

Se em 2025 o cadastramento para participação no evento formou filas quilométricas dando a volta no Centro de Convenções Multicenter Sebrae, expondo professoras e professores a sol e a chuva e adentrando em muito a hora de início do evento, este ano a Prefeitura de São Luís e a Semed acharam por bem subtrair dois dias das férias da categoria, obrigando os docentes a irem, presencial e previamente, até o Multicenter para se cadastrarem (etapa de retirada dos “kits” e/ou correção de inscrição on-line) para participar da Jornada.

Não bastasse isso, a fase de inscrição on-line, com indicação de qual palestra o docente quer participar, teve inscrições esgotadas desde sua abertura, no sábado, 17/1/2025.

Como um evento que deve ser pensado em atender toda a rede pode, ano após ano, apresentar tantas falhas de planejamento, criando obstáculos que já deveriam ter sido contornados de forma a proporcionar uma experiência que permita que a Jornada cumpra com seus objetivos fundamentais para a qualificação da educação pública na rede municipal?

Como uma Administração, por mais que tenhamos muitos questionamentos a fazer também neste quesito, consegue organizar megaeventos para o Carnaval e não consegue organizar a contento um único evento que dá a largada para o ano letivo sem causar transtornos para o público que deve atender?

Ironia das ironias, a Jornada Pedagógica 2026 tem como tema “”Tecnologia, Cultura e práticas docentes para uma geração conectada”, mas parece que a própria Semed não consegue inovar em algo que deveria ser simples, como o planejamento da Jornada Pedagógica.

Aliás, toda vez que o Município resolve delegar e terceirizar a organização de um serviço público fica comprovado o que sempre criticamos: a incompetência desse tipo de terceirização e dessa espécie de privatização disfarçada dos serviços. É o que vem acontecendo ano após ano com a nossa Jornada, e é o que aconteceu, por exemplo, também com o censo previdenciário, delegado a uma empresa privada sem que a Prefeitura conseguisse sequer finalizar o recadastramento de centenas de servidores (as) que por isso passaram meses com salários suspensos.

Como desafio, ficam o acreditar realmente no serviço público (por parte da Prefeitura), na capacidade dos servidores, e, principalmente, o desafio de planejar uma Jornada Pedagógica capaz de dar conta da discussão dos reais problemas da nossa rede, do acesso e qualidade da educação pública, da valorização das professoras e professores do Município. Nós acreditamos que isto é possível, por isso não podemos deixar de cobrar que, para além da Cidade do Carnaval, possamos ter, acima de tudo, uma Cidade da Educação!

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