Na noite de quarta-feira, 11 de dezembro de 2024, a diretoria do Sindeducação promoveu mais uma Assembleia Geral, desta vez virtual, e, como pauta principal, tratou sobre a Campanha Salarial 2025, iniciando as discussões sobre estratégias que devem ser realizadas a partir de janeiro.
O encontro virtual realizado pelo sindicato contou com a participação de mais de 100 professores (as) que, na oportunidade, defenderam algumas frentes de luta e também tiraram dúvidas sobre o reajuste do Piso Nacional do Magistério para o próximo ano, além do possível pagamento do 14º salário pela Prefeitura de São Luís.
A presidente do Sindeducação, Sheila Bordalo, frisou aos participantes que este momento, da base participar ativamente das discussões, contribui efetivamente para a construção de uma pauta representativa e qualificada para 2025.
“Nesses 4 de anos de gestão, sempre colocamos nossa base à frente de todas discussões, a partir de assembleias, seminários, oficinas de formação, indo nas escolas e esse elemento crucial, de fortalecimento, vai ser ampliado ainda mais para 2025, com a criação de mais Grupos de Trabalhos para tratar sobre a carreira e jornada, efetivação das pautas dos coletivos já criados, como das Mulheres, dos (as) Aposentados (as), da Educação Antirracista, etc. Além disso, devemos ampliar os mecanismos de comunicação para nos aproximarmos ainda mais da nossa categoria. Precisamos discutir todas as políticas para que possamos enfrentar os ataques que o magistério vem sofrendo”, avaliou Sheila Bordalo.
Na oportunidade, a diretoria do Sindeducação destacou a prévia parcial do reajuste do Piso Nacional do Magistério, que será em torno de 4,59% para 2025, explicando que esse reajuste não é uma decisão política, mas sim uma correção automática fundamentada no crescimento do Valor Aluno por Ano Letivo (VAAF), que reflete a evolução dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
“Precisamos, além de garantir o reajuste do piso, de garantias que venham atender à necessidade de valorização da carreira dos (as) professores (as). Os reajustes diferenciados – dados para Nível Médio e Superior – nas últimas gestões, acarretaram no achatamento da nossa tabela salarial”, destacou a diretora Ana Paula Martins”.
Ana Paula Martins, que também é Conselheira do Fundeb em São Luís, ainda esclareceu que, muito possivelmente, em 2024, não haverá pagamento de abono salarial, ou do 14ª salário como algumas prefeituras e estados costumam tratar. A diretora lembrou que abono só existe quando as administrações não conseguem investir pelo menos 70% dos recursos do Fundeb do ano corrente na remuneração dos (as) professores (as).
“Em São Luís, mesmo sem apresentar as planilhas de investimentos dos últimos bimestres ao Conselho, a Prefeitura de São Luís já sinalizou que já gastou o equivalente a 81% na remuneração dos (as) professores’, destacou a dirigente sindical.
O Sindeducação enfatizou que essa é uma pauta que seguirá sendo muito bem esclarecida para a categoria, pois a entidade luta por um reajuste linear, concedido no início do ano. Abono ou 14º salário, apesar de causar certa euforia, é danoso, justamente por ser efêmero e não contemplar aposentados e pensionista, e não se incorporar de forma definitiva aos ganhos dos educadores. Por isso, a luta dos profissionais da educação deve ser, além do cumprimento da Lei do Piso Nacional do Magistério, por valorização na carreira.
