Sindeducação volta a cobrar o governo municipal na Mesa de Negociação

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A diretoria do Sindeducação, novamente, se reuniu com os representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed), na manhã desta quinta-feira, 16, para dar continuidade à discussão da Mesa de Negociação sobre a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2017 dos profissionais do magistério.

Na terceira rodada de negociação, o Sindeducação voltou a cobrar um parecer sobre o reajuste salarial; o pagamento dos direitos estatutários e um planejamento efetivo que de fato resolva os problemas existentes nas estruturas físicas, e não apenas paliativos. A presidente do sindicato, professora Elisabeth Castelo Branco, salientou a situação emergente de algumas escolas visitadas pelo sindicato. “Temos um cronograma ativo de visita às escolas e a condição precária e inviável das unidades de ensino é alarmante, nossa angustia é a delonga do poder público em solucionar a conjuntura problemática dos espaços escolares”.

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O Secretário de educação, professor Raimundo Moacir Mendes Feitosa, declarou que já existe a execução de um planejamento de reformas e correções das escolas sucateadas da rede municipal de São Luís, e destacou que algumas escolas não iniciaram o ano letivo, pois ainda estão passando por reparação.

Sobre os direitos estatutários, a professora Elisabeth explicou a importância do pagamento dos direitos estatutários em dias, pois é um ponto de respeito e valorização do profissional do magistério. Questionou e criticou a inadimplência no pagamento das progressões horizontal e vertical, que beneficiarão aproximadamente quatro mil servidores do magistério. A Semed informou que os pedidos já foram encaminhados à Secretária Municipal de Administração (Semad), que irá analisar o impacto financeiro e definir o prazo da concessão. Mas garantiu que o pagamento das 242 titulações ocorrerá no final do mês de março, retroativo à janeiro.

Os diretores sindicais também reforçaram a cobrança de reorganização estrutural e informatização da Comissão de Aplicação do Estatuto do Magistério, para que o professor possa ter maior comodidade e facilidade ao acesso do serviço.

Em referência à pauta econômica, a Semed se comprometeu em realizar uma reunião na próxima semana com a presença do Comitê Gestor Financeiro, onde serão discutidos os dados financeiros.

A professora Elisabeth, mais uma vez, pediu agilidade no quesito salarial, para que não haja prolongamento deste debate, tendo em vista que a data-base da categoria está prevista para o mês de janeiro, conforme a Lei nº 5.877, sancionada pela atual gestão. “Nós queremos manter o diálogo e avançar nas demandas da pauta, visto que a problemática do sistema educacional necessita de prioridade”, explicitou.

Além da reunião com a equipe financeira, foi definido que no dia 30 de março a mesa de negociação voltará a se reunir.

“Vamos organizar o nosso esboço dos repasses do Fundeb e garantir uma análise compatível ao orçamento real dos repasse federais para este ano. A direção sindical, como sempre,  manterá um posicionamento combativo e incisivo na luta pela manutenção dos direitos dos profissionais do magistério”, frisou a professora Elisabeth.

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