Sindeducação protocola ofício para Semed solicitando reunião com nova secretária

Anunciada na semana passada como nova secretária de Educação de São Luís, a professora Esmênia Miranda tem uma dura batalha pela frente e vai precisar, antes de tudo, limpar a imagem da pasta – tão arranhada pelos sucessivos secretários de Edivaldo Holanda Júnior nos últimos 8 anos – para cumprir as promessas realizadas durante a campanha eleitoral pelo prefeito Eduardo Braide (Podemos).

Escolas da rede sucateadas, professores sem reajuste salarial há 4 anos, pagamento dos Direitos Estatutários com valores retroativos, reorganização do Calendário Escolar 2020, comprometido devido à pandemia da covid-19, essas são algumas das demandas de reivindicações que o Sindeducação, enquanto entidade representativa de classe, tem e espera que sejam resolvidas a curto prazo, a partir da abertura de diálogo com a nova titular da pasta e sua equipe. Para isso, a gestão “Da unidade vai nascer a novidade” protocolou ofício solicitando, no início desta semana, uma reunião, EM CARÁTER DE URGÊNCIA, na sede da Semed.

Vale lembrar que, no mês de dezembro de 2020, a diretoria do sindicato já havia buscado o diálogo com a equipe de transição anunciada pelo novo prefeito juntamente com o então secretário José Cursino Raposo, mas não teve a demanda atendida. José Cursino, que passou 3 meses à frente da Semed, deixou o cargo anunciando na TV a distribuição do que ele chamou de “Kit Tecnológico de Ensino” para alunos e professores da rede municipal, iniciativa que poderia ser melhor aproveitada se não tivesse chegado tardiamente: 09 meses após o início da pandemia e suspensão da aulas presenciais em toda a rede.

Se não bastasse esse grande problema ocasionado pela maior crise sanitária mundial da atualidade, Edivaldo Holanda Júnior saiu da prefeitura praticamente pela porta dos fundos, sem respeitar os direitos previstos no Estatuto do Servidor Municipal e Estatuto do Magistério, sem reestruturar o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), entre tantas outras pendências que dependiam apenas de sua boa vontade. Como é de conhecimento da categoria de professores há ainda casos que o Sindeducação teve que recorrer à Justiça para serem solucionados e ainda aguarda análise do mérito recursal.

De acordo com a presidente do Sindeducação, Sheila Bordalo, a diretoria do sindicato entende que 2020 foi um ano atípico para todos, mas que muitos professores, que são pais e mães de famílias têm pressa, precisam resguardar seus direitos trabalhistas. É primordial que o novo prefeito leve em consideração todo o esforço, sem o devido amparo, que os professores tiveram para dar continuidade à interação professor-aluno sem planejamento e recursos para o EaD

“Será necessário que a nova secretária de Educação do município tenha um olhar sensível para essas situações, são dezenas de pautas reivindicadas ao longo do ano passado e que não foram atendidas. Além disso, o diálogo constante com o sindicato é estratégico para as tomadas de decisões relativas ao ensino remoto e ao retorno das aulas presenciais. Os profissionais da educação e a comunidade escolar não podem ser mais vítimas de improvisações que prejudicam a qualidade do ensino. Nós queremos contribuir, portanto, esperamos que a reunião seja realizada ainda na primeira quinzena de janeiro”, declarou Sheila.

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IMPRENSA SINDEDUCAÇÃO

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