Sindeducação promove tarde de debate sobre as consequências da Reforma da Previdência

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Dando prosseguimento às manifestações da Greve Geral Nacional da Educação contra a reforma da previdência e por uma educação pública de qualidade, o Sindeducação promoveu uma tarde de debates na sede do Sindicato, onde o foco foi os impactos da reforma da previdência para o trabalhador em especial à categoria dos educadores.

Foram convidados para os debates o Procurador Federal Mário Amorim da Fonseca que explicou de que forma a reforma da previdência vai interferir na vida do trabalhador brasileiro e o Assessor Jurídico do Sindeducação  Antônio Carlos Araújo que esclareceu os principais pontos da reforma que vai atingir a categoria de professores.

“Temos o dever de explicar todos os pontos dessa reforma da previdência que é altamente prejudicial e dura para o trabalhador brasileiro. Temos situações em que as pessoas de fato, não vão nem conseguir se aposentar, quando você pensa que uma pessoa terá no mínimo 65 anos de idade e 49 anos de contribuição, você chega a situações em que vamos ter pessoas trabalhando com 70, 80 anos e não vai preencher esses requisitos”, alertou o procurador federal Mário Amorim da Fonseca.

Já o Advogado Sindical Antônio Carlos Araújo chamou a atenção para o fim da Aposentadoria especial dos professores. “Se essa reforma passar, que eu acredito que não deva nos moldes que foi proposta, teremos prejuízos incomensuráveis para os professores” disse o advogado.

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Durante as palestras os professores presentes puderam tirar as dúvidas sobre o processo da PEC 287 que tramita no Congresso Nacional desde o início de dezembro do ano passado e que, se aprovada, vai causar grandes prejuízos aos trabalhadores brasileiros.

Para a professora Ana Levi, da rede municipal de ensino de São Luís a tarde foi muito proveitosa. “Foi uma tarde de conscientização de todos os pontos onde o governo pretende modificar a Previdência, prejudicando principalmente o trabalhador, onerando mais o tempo de serviço e ainda diminuído o nosso poder aquisitivo em uma época que mais precisaremos”.

Já a professora aposentada da rede municipal Clenilde Pereira conclamou a todos os trabalhadores para fazerem frente contra a reforma da previdência. “É de suma importância divulgar o retrocesso que teremos com a reforma da previdência, temos que convocar as pessoas para lutarem pelo futuro do nosso Brasil. Temos sonhos de vencer na vida, temos que lutar pelo futuro dos nossos filhos, dos nossos netos”, desabafou a professora.

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Para a presidente do Sindeducação, Elisabeth Castelo Branco, estamos vivendo um momento histórico muito importante e não podemos ficar parados e nem de fora do debate. “Os sindicatos devem se unificar contra o posicionamento absurdo do presidente Michel Temer que retira direitos, não quer desenvolvimento da educação e não respeita os trabalhadores do nosso pais. Não podemos ficar calados, precisamos dizer não a reforma da previdência e ir para a rua. Vamos tirar esse governo que deseja entregar o nosso pais nas mãos da elite, dos empresários e dos banqueiros, hoje demos os primeiros passos em busca do fortalecimento dos trabalhadores e juntos lutaremos rumo a vitória, concluiu a Presidente do Sindeducação.

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