Sindeducação lidera ato público dos educadores no primeiro dia de greve da categoria

Com muita música, apitaços e faixas denunciando o descaso e a omissão do prefeito Edivaldo Holanda Junior com a educação da capital maranhense – professores da rede pública municipal realizaram na manhã desta quarta-feira, 25 de maio, uma caminhada de mobilização até a porta da Prefeitura de São Luís em repúdio a postura do prefeito em relação a situação caótica dos espaços escolares – falta ventiladores; ausência de água potável; telhados comprometidos que podem desabar a qualquer momento; merenda de péssima qualidade; prédios com estrutura precária, enfim, uma série de mazelas na rede de ensino que vem sufocando a comunidade educacional.IMG_1228

Esse grande ato em defesa da qualidade da educação pública e pelo reajuste salarial sem parcelamento (que o governo municipal insiste em impor para a categoria) marcou o primeiro dia de greve dos professores da rede pública municipal de São Luís.

Infelizmente, a postura impositiva da gestão pública tentou gerar um boicote ao movimento paredista, bloqueando a subida da Avenida Pedro Segundo e impedindo a passagem do carro de som. Os professores mais uma vez mostraram a sua bravura e seguiram o percurso à prefeitura, cantando: Sou Professor!

O ato público também teve o objetivo de mobilizar a sociedade de São Luís a participar das atividades de luta dos PROFESSORES pela melhoria da qualidade da educação crianças e jovens. Diante da atual conjuntura do sistema educacional da capital – os professores reivindicam a construção de creches e escolas; melhorias na infraestrutura das unidades escolares; condições dignas de trabalho; qualidade na alimentação de crianças; regularização do transporte escolar; construção de quadras esportivas; reajuste salarial de 11,36% integral.

Segundo a líder da categoria e presidente do sindicato dos professores do município (Sindeducação), professora Elisabeth Castelo Branco, o governo municipal fez um desmonte na educação pública de são Luís – diante desse cenário exigimos escolas com infraestrutura adequada para o acesso de alunos e o reajuste salarial de forma integral. “Nosso movimento grevista tem nome, qualidade na educação pública, temos esperado há anos pela mudança – mas até o momento nada de concreto aconteceu”, mencionou.

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Gestão Holanda Junior e os 117 milhões de reais do FUNDEB só em 2016

Com pouco mais de três anos de gestão, o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) carrega a responsabilidade pelo segundo movimento grevista dos professores da Rede Pública Municipal – e os motivos são os mesmos desde 2013 – a precarização do ensino público e as péssimas condições as quais alunos e professores são submetidos. Não há justificativa do governo para tantos problemas no sistema educacional – pois a situação caótica, em muitas unidades de ensino, mostram a realidade de uma administração pública descomprometida com a causa da educação de São Luís.

Desde janeiro os professores lutam pela garantia do reajuste salarial, já que o governo ignora a proposta da categoria votada em assembleia de 11,36% e insiste na contraproposta de 10,67% e de forma parcelada – descumprindo uma lei municipal que o próprio prefeito Edivaldo Holanda Junior assinou em 2014 – durante a primeira greve dos professores em sua gestão.

Ao longo das negociações, o governo apresentou quatro propostas de reajuste; todas parceladas – sendo a última de 10,67% (5% para o mês de junho retroativo a janeiro e 5,4% para o mês de novembro, sem retroativo). Em contrapartida, o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) ao município de São Luís já chega a mais de 117 milhões só no primeiro quadrimestre deste ano.

 

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Tal montante de recursos nos faz indagar: onde está o dinheiro da Educação senhor prefeito?

Diante de todo esse contexto – PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS, ALUNOS E PAIS são as principais vítimas da incompetente gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior que descumpre totalmente as propositivas de campanha eleitoral em 2012, onde alardeou, principalmente, as escolas em tempo integral – essas unidades entraram na pauta, ou seja, mais uma das várias promessas do prefeito, um verdadeiro engodo da gestão pública municipal.

Todos os anos os professores têm que ir às ruas em defesa dos seus direitos fundamentais e lutam por uma educação pública de qualidade em prol de milhares de alunos da rede. ISSO É UMA VERGONHA SENHOR PREFEITO EDVALDO HOLANDA JÚNIOR!

Fique atento professor(a) a AGENDA DE GREVE e acompanhe as notícias no site e nas redes sociais do Sindeducação.

 

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2 Comentários

  • maria disse:

    A prefeitura divulga na mídia que os professores estão seno intransigente e insensíveis, mas em momento algum dizem a verdade sobre o fato do reajuste ser parcelado nem o fato de algumas escolas estarem sem a menor condição de funcionamento, espero que os professores vençam essa queda de braço com a má gestão de Edivaldo Jr.

  • Roberto disse:

    Falta o pedido da realizacao do concurso publico na pauta da greve.

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