Sindeducação lidera ato dos professores em frente à Câmara Municipal de São Luís

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A força e determinação dos professores da rede pública municipal marcaram mais um ato da categoria, realizado na tarde desta quarta-feira, 1 de junho. Após a concentração na UEB Alberto Pinheiro (Centro), os educadores iniciaram uma caminhada com destino à Câmara Municipal de São luís.

O grande movimento contou com a participação de alguns alunos e pais, que também reivindicavam melhorias na esfera educacional. A integração de forças entre alunos e professores engrossaram a corrente de luta por uma educação pública de qualidade e fizeram ecoar por todo trajeto percorrido o grito de indignação contra a omissão do governo municipal com o ensino.

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Os jovens estudantes pontuaram o caos que assola os espaços escolares e pedem providência imediata do poder público. “Eu fico muito triste com a realidade das nossas escolas; vejo que o prefeito não cuida da educação com a importância que a mesma merece. Peço que a prefeitura faça algo para mudar essa realidade”, frisou uma aluna.

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Durante a caminhada, os professores destacaram a pauta de reajuste salarial, cuja qual o prefeito se nega a cumprir conforme o percentual ajustado pela Lei do Piso que é de 11,36%. Os educadores também cobraram a quitação do valor de forma integral e não parcelada, conforme propositiva do governo municipal.

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O ato foi finalizado em frente à Câmara Municipal de São Luís. No ensejo, a categoria reafirmou a força e manutenção do movimento paredista diante da determinação judicial que pede a suspensão da greve. “Não vamos recuar. Vamos avançar na luta pelos nossos direitos”, frisou a professora Nathália dos Santos.

Reunião Com Câmara de Vereadores

Dando continuidade ao cronograma de atividades do movimento grevista dos profissionais da educação da rede municipal – foi realizada uma reunião nesta quarta-feira, 1º de junho, na Câmara de Vereadores de São Luís e, na oportunidade, a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, fez uma apresentação de esclarecimento aos representantes do poder legislativo mostrando a atual realidade das escolas municipais da capital maranhense.

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Presentes os vereadores Pavão Filho (presidente da Comissão Parlamentar de Educação), Ricardo Diniz; Fábio Câmara; Rose Sales e Honorato Fernandes. Também esteve presente a diretoria do sindicato – as professoras Orfisa Surama e Isabel Cristina; a advogada Helen Cardoso da assessoria jurídica, além de membros da Mesa de Negociação e professores da rede municipal de ensino.

Durante os discursos na Câmara, o sindicato dos profissionais do magistério municipal, representado pela pessoa da professora Elisabeth Castelo Branco, foi solícito e disse estar totalmente aberto ao diálogo com a prefeitura de São Luís.

“O que a categoria de professores não vai aceitar é a omissão do governo municipal em atrelar inverdades sobre a luta desse movimento que é limpo e legítimo. Os professores rejeitaram a proposta de parcelamento da Prefeitura. Não estamos brigando apenas por reajuste salarial – mas pelas condições de trabalho; infraestrutura nas escolas; segurança em todas as unidades de ensino; material didático e pedagógico; concurso público; regularização do transporte escolar, entre outras medidas na educação”, relatou a presidente.

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A professora Elisabeth, apresentou ainda, dados dos anos de 2013, 2014, 2015 e 2016 no intuito de esclarecer ao legislativo em relação aos recursos educacionais que foram depositados no cofre do município e até hoje não foram aplicados – a exemplo das quadras esportivas. “Chegou recurso para 13 quadras, mas até o momento somente a quadra da Escola Ronald Carvalho está em fase de conclusão. Chegou recurso para 13 creches. Cadê essas escolas? As reformas dos espaços escolares que fora assinado pelo atual prefeito. As unidades de ensino estão completamente sucateadas – faltam ventiladores, lâmpadas, água potável, materiais, e uma série de problemas não resolvidos por essa gestão irresponsável”, pontuou.

Durante a reunião foi proposto a formação de uma frente parlamentar para intermediar a negociação entre a categoria e o Executivo com o objetivo de conciliar as partes para que o problema seja resolvido de imediato. “O sindicato foi solícito ao comparecer e tentar resolver o problema. Pedimos que a Prefeitura de São Luís faça o mesmo”, frisou Honorato.

Os vereadores afirmaram que a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior tem se furtado de suas designações políticas frente ao sistema educacional de São Luís. Eles disseram ainda (pontuando as obrigações do atual governo) que a frente dessa questão deve ser tomada com seriedade por parte do prefeito – para que os docentes e discentes não possam ser prejudicados durante a jornada de ensino.

A Câmara Municipal, além dos dados apresentados pelo sindicato, solicitou a entidade que apresentasse um relatório completo de todas as unidades de ensino que estão paradas e sem condições de funcionamento para que se tome medidas enérgicas no sentido de resolver essa problemática.

Durante a reunião também foi solicitado a presença do secretário Moacir Feitosa para apresentar a folha de pagamento dos profissionais do magistério para que seja analisada pela casa, no dia 14 de junho.

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