Sindeducação convoca entidades e sociedade para discutir a Educação Pública Municipal de São Luís

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Está marcada para amanhã (10 de junho), às 08h30, no Auditório Fernando Falcão, da Assembleia Legislativa, a Assembleia Geral Extraordinária promovida pelo Sindeducação que vai discutir de fato a educação pública municipal de São Luís.

A proposição de assembleias periódicas para discutir o quadro caótico que se encontra a educação pública municipal foi deliberada em Assembleia Geral Extraordinária , onde foi definida a paralisação da categoria a partir do mês de agosto.

Para o debate sobre os problemas da educação deste sábado, o Sindeducação convidou/convocou várias autoridades e segmentos da sociedade civil que tem responsabilidade sobre o tema,  como o Prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior; o Secretário de Educação, Professor Raimundo Moacir Mendes Feitosa; o Procurador-Chefe da República no Maranhão, Juraci Guimarães Junior; a Procuradora da República – MA, Talita Oliveira; o Procurador da República – MA, Thiago Ferreira de Oliveira; o Promotor de Justiça Paulo Silvestre Avelar Silva; a promotora de Justiça Maria Luciane Lisboa Belo; os presidentes dos conselhos municipais da Merenda Escolar, do Fundeb e da Educação, respectivamente, o sr. Moises Sousa e Silva, Maria Lindalva Batista e Márcia Catebe, os parlamentares Vereador Marquinhos e Deputado Estadual Wellington do Curso; além do presidente do Conselho Tutelar Pedro Gomes Vieira e o presidente da Comissão de Educação da OAB – MA, Adelmano Benigno. A assembleia ainda vai contar com a presença de professores, alunos e pais de alunos.

“A assembleia tem objetivo de discutir a atual conjuntura da educação pública municipal com os atores que vivem ela no dia a dia, como os professores, os alunos, pais, governo municipal, autoridades, enfim… a intenção é realmente mostrar todos os problemas e através de um debate construtivo tentar achar soluções para a educação de São Luís, porque do jeito que as coisas estão não dá mais para aceitar. O Sindeducação denuncia todos os dias os problemas de falta de infraestrutura e condições de trabalho, além da desvalorização dos profissionais do magistério. Agora, juntos vamos pensar no que pode ser feito para mudar essa realidade”, pontuou a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente.

Paralisação

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Em assembleia geral extraordinária realizada no dia 27 de maio, os professores decidiram que vão paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir de agosto. Os professores decidiram pela Greve Geral depois da intransigência da Prefeitura de São Luís que finalizou a mesa de negociação e se recusou a dar o reajuste garantido por lei para os profissionais do magistério. Além disso, os professores e alunos sofrem com a total falta de infraestrutura nas escolas municipais de São Luís que não tem iluminação nas salas, ventiladores, merenda escolar, água para beberem, material pedagógico, espaço para desenvolverem atividades, condições de salubridade para o desenvolvimento das práticas pedagógicas.

“Estamos lutando por uma educação de qualidade, mas o prefeito não tem nenhuma sensibilidade com a educação de São Luís. Desde 2013, quando assumiu a Prefeitura, a educação entrou em um retrocesso sem precedente na história. E agora usa do artifício da crise econômica para negar o reajuste que a Lei nos garante. Mostramos os números, calculamos e temos certeza que as contas fecham, mas mesmo assim não fomos ouvidos. A Prefeitura de São Luís brinca com a educação das nossas crianças e por elas e por uma educação realmente de qualidade vamos brigar sempre. Mas nesse momento é preciso termos muita clareza dos nossos objetivos porque o nosso inimigo é forte e joga sujo, por conta da gana pelo poder eles são capazes de tudo”, disse a professora Elisabeth Castelo Branco.

 

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