Segundo semestre inicia com incerteza sobre reorganização do Calendário de 2022

No último sábado (29), a Prefeitura de São Luís entregou para a capital maranhense mais 6 escolas reformadas que passaram pelo programa “Escola Nova”, foram elas: a UEB Luís Viana, Rubem Almeida, Honório Odorico Pereira, Joao Pereira Martins, Maria Alice Coutinho e UEB Uruati.

Assim, o segundo semestre inicia hoje com mais UEBs abrindo as portas para receber seus alunos de forma presencial. Sem dúvidas, é um fato que precisa ser celebrado pela comunidade escolar, que luta diariamente para ter espaços dignos para o aprendizado de crianças, jovens e adultos.  O prefeito Eduardo Braide também anunciou que, a partir de hoje, inicia a entrega dos kits escolares para todos os alunos da rede. A primeira unidade contemplada no cronograma de entrega foi a UEB Maria de Jesus Carvalho.

O Sindeducação reforça que seguirá acompanhando a reforma de TODAS as unidades que carecem de melhorias estruturais, conforme  acordo realizado por intermédio do Ministério Público do Maranhão (MPMA),  em que a categoria suspendeu a greve e a Prefeitura de São Luís se comprometeu em realizar as  intervenções necessárias nas escolas, bem como apresentar o planejamento desse programa para a nossa entidade. A entidade sindical também acompanhará as entregas dos kits escolares.

Um outro elemento do acordo diz respeito à reposição do Calendário Escolar 2022, para compensação das aulas que não foram ministradas durante a greve. No acordo, o sindicato deveria enviar proposta à secretaria, o que foi feito em (veja aqui). Infelizmente, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não está levando em conta o que foi sugerido pelo Sindeducação, mesmo sendo uma deliberação da categoria em Assembleia Geral realizada em 28 de junho: 

A reposição deve ser realizada com interação professor/estudante na modalidade presencial, incorporando os 14 dias do movimento paredista ao final do ano letivo, com extensão do calendário no período de 9 a 26 de janeiro de 2023, para o cumprimento do déficit da carga horária de cada professor, respeitando a autonomia, organização e o planejamento de cada unidade escolar. O Sindeducação defende que os finais de semana comprovadamente não representam eficácia no trabalho educativo, o que compromete o processo de ensino-aprendizagem, visto que a assiduidade neste dia é muito baixa. Além disso, o transporte público aos sábados é mais escasso e em muitas localidades não há segurança.

Em comunicado oficial remetido na semana passada somente para as escolas, a Superintendência da Área de Ensino Fundamental propôs que os gestores enviem até o dia 5 deste mês suas propostas de reposição, considerando apenas os sábados de 2022 ou a ampliação da jornada em dias úteis também neste ano. Nós informamos que a nossa diretoria na manhã desta segunda-feira (1º) já entrou em contato com a superintendência para marcar uma reunião e tentar o melhor diálogo para chegarmos a um acordo que seja ideal para os (as) professores (as) e para  o aprendizados dos (as) estudantes da rede.

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IMPRENSA SINDEDUCAÇÃO

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