Plenária Virtual discutiu Campanha Salarial 2021 e outras reivindicações da categoria

Com o objetivo de fomentar o diálogo com os professores da rede pública municipal e buscar valorização e melhores condições de trabalho para a categoria, o Sindeducação promoveu na tarde de terça-feira, 06 de abril, mais uma Plenária Virtual. Entre os pontos debatidos em aproximadamente 2 horas de reunião, destaque para os detalhes da Campanha Salarial proposta pelo sindicato para 2021 e os impactos da pandemia nas atividades dos docentes.

Durante a abertura da Plenária Virtual, a presidente do Sindeducação, Sheila Bordalo, atualizou a categoria sobre os esforços empreendidos pelo  Sindeducação para abertura de  diálogo  com a Prefeitura de São Luís  e reforçou que, mesmo neste momento delicado, de agravamento da pandemia da covid-19, a entidade vem somando esforços com toda sua diretoria para poder fortalecer a luta sindical e tem buscado diversos meios para combater a política nacional de desvalorização do Governo Bolsonaro, que elegeu a educação e seus profissionais como seus maiores inimigos.

Representando o Sindeducação na Plenária Virtual, além da presidente, estavam: o secretário de Assuntos Jurídicos, Cássio Souza, a secretária de Comunicação, Ana Paula Martins, a secretária de Mobilização Sindical, Adriana Costa, a 1ª secretária Geral, Rosilene Costa, a secretária de Aposentados, Maria Dolores Silva, a secretária de Assuntos Educacionais, Rosiane Veloso e o secretário de Esporte, Cultura e Lazer, João Luís dos Santos. Participaram ainda do encontro virtual, os membros da Mesa de Negociações com a Prefeitura de São Luís, o professor Leonel Torres e Talita Everton, Neto França e Patrícia Santos, todos eleitos em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 22 de fevereiro deste ano.

Na oportunidade, o secretário de Assuntos Jurídicos deus mais detalhes sobre a Campanha Salarial proposta para 2021 e que foi aprovada, por unanimidade, em última Assembleia Geral. De acordo com o secretário, após muitos estudos feitos, o Sindeducação encontrou  um meio para que a categoria reivindique um percentual que não esbarre na Lei 173/2020,  que proíbe Estados e Municípios de concederem, a qualquer título, vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a membros de Poder ou de órgão, servidores e empregados públicos e militares até 31/12/2021. O percentual, de Revisão Salarial, aprovado foi de 16,43%, a título de revisão geral de vencimentos, calculado de acordo com a inflação (IPCA) acumulada no período de janeiro de 2017 a janeiro de 2021. O dirigente sindical explicou aos participantes que essa Revisão Geral Salarial, é uma alternativa totalmente constitucional, inclusive poderá contemplar todos os servidores do município de São Luís.

Membro da Mesa de Negociação, a professora Talita Everton reforçou que agora é hora de unir forças, que será preciso que vários sindicatos, que representam os servidores do município, participem de uma mobilização coletiva em busca dessa negociação com o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide. O professor Leonel Torres destacou também que, apesar da Campanha Salarial 2021, trabalhar com o percentual de revisão de 16,43%, a categoria deve continuar lutando pelo reajuste que lhe é de direito, pois sofreu perdas salariais de 32,15% referente aos últimos quatro anos da gestão Edivaldo Holanda Júnior.

A secretária de comunicação Ana Paula Martins esclareceu que o Sindeducação vem, sim, dialogando e se estruturando com outras entidades e que tem apelado, semanalmente, ao prefeito Braide, por meio de ofícios, para a abertura de um diálogo sobre a Revisão Geral Salarial e outras tantas demandas que afligem os professores da rede pública municipal, mas, até a data de terça-feira (06) não obteve nenhuma resposta por parte do Palácio de La Ravardière.

“Nós estamos em fase inicial de uma campanha de mobilização em defesa dos nossos direitos. Respeitando as medidas de isolamento social, vamos engajar a categoria para iniciarmos o diálogo, todas as nossas reivindicações a Secretaria Municipal de Educação (Semed) está ciente, precisamos neste momento é que o Prefeito Eduardo Braide nos receba”, informou.

 

Durante a reunião virtual, vários professores ainda fizeram relatos de sobrecarga de trabalho e a falta de suporte tecnológico da Semed para a realização das aulas remotas. A presidente do Sindeducação informou que já, nesta quarta-feira (07), a diretoria do sindicato reúne-se com o Ministério Público para apresentar, em documento, todas as denúncias dos professores que chegaram ao sindicato nos últimos meses, são vários relatos de desrespeito, inclusive de assédio. “Precisamos firmar, perante ao MP, que é necessário que o Município de São Luís ofereça contrapartida estrutural aos professores, não podemos continuar assumindo mais responsabilidades neste período de retomada de calendário escolar, sem qualquer planejamento prévio, sem respeito à nossa jornada de trabalho. É preciso, ainda, que a Prefeitura de São Luís garanta, de fato, uma estrutura tecnológica que alcance todos os estudantes”, concluiu Sheila Bordalo.

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IMPRENSA SINDEDUCAÇÃO

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