Organização e Empoderamento marcam I Seminário de Educação Infantil promovido pelo Sindeducação

Durante os dias 01, 02 e 03 de Junho, os professores puderam debater, compreender e refletir sobre o trabalho na educação infantil

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Foi um sucesso! O I Seminário de Educação Infantil o Empoderamento Profissional na Educação Infantil: Teoria e prática promovido pelo Sindeducação no auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa nos dias 01 a 03 de junho e atingiu todos os objetivos.

No último dia de seminário os professores discutiram a Infância, brincar e diversidade: inspirações para a Educação Infantil, proferida pela Doutora Maria Walburga dos Santos, que trouxe para o debate o brincar como forma de educação e interação social. A Prof Dr Walburga  mostrou que as crianças desde pequenas têm direito a uma educação de qualidade, defendendo o brincar como grande movimento de abrir caminhos para a educação e para a cultura, até porque a legislação garante essas interações e as brincadeiras como prática pedagógica no processo da educação infantil.

“Com o brincar a criança vai experimentar o mundo, ela se envolve, ela cria, ela transita na cultura, provoca os adultos e se provoca, ela conhece, vive a infância e vive o ser pessoa criança por meio das brincadeiras. É claro que as outras interações também são importantes, mas o brincar, sobretudo, está presente no cotidiano dessa criança, por mais que a gente não enxergue, que as condições das escolas não sejam as melhores, vai ter esse momento das crianças expandir pelo brincar. Ela vai ter uma curiosidade, ela vai experimentar, ela vai conquistar, ela vai crescer e vai interagir com o mundo, com as pessoas que as cercam, com os objetos, com outras crianças e ai, vai se constituindo” disse a Doutora Walburga.

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Para a doutora o professor não pode perder de vista que eles são profissionais de educação infantil e que precisam absorver que não existe inferioridade do saber com que trabalha com criança pequena. É necessário valorização profissional e condições de trabalho.

“Trabalhar com criança pequena é muito difícil, a gente precisa conhecer a linguagem dela, os movimentos dessas crianças, a gente precisa também se conhecer e se colocar. Precisamos estar sempre estudando, em busca de alternativas para desenvolver esse trabalho e que não há possibilidade nenhuma de que essa educação seja caseira, seja doméstica. É preciso valorizar sim o professor como profissional da infância, como profissional da educação infantil, e conhecer essas linguagens das crianças, conhecer o brincar e a sua grande potencialidade para viver a infância, para educar e cuidar dessas crianças dentro dessas instituições de educação infantil e principalmente reconhecer da importância do seu papel como adulto referência. Que não se deixem levar por outras tentações que são mais fáceis, como colocar uma apostila na mão da criança, negar as culturas infantis, escolarizar no sentido de antecipar os conteúdos do ensino fundamental e encontrar nesse desafio da educação infantil quais práticas, quais formações, nos transformam em profissionais que atendem crianças e famílias, trabalhar com muita paixão e na luta pelos nossos direitos e também pelo direito das crianças pequenas”, defendeu a professora doutora.

Em um segundo momento, o outro eixo de discussão foi os desafios da Inclusão de Crianças com deficiências na Educação Infantil. A palestra foi proferida pela professora Doutora Thelma Helena Costa Chahini e teve com debatedora a mestra Priscila Sousa.

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Na palestra a doutora Thelma Chahini mostrou que o maior desafio para inclusão ainda passa pela maior qualificação docente.

“É importante o professor se preparar e se qualificar para incluir as crianças com essa necessidade. O problema não está na criança, está no espaço onde ela vai ser inserida, na estrutura física e mais importante no profissional que vai trabalhar com ela. O que a gente deve estar se preocupando em superar é o desafio da capacitação docente, esse profissional tem que entender que trabalhar com criança é coisa séria e que ele tem que ser bem qualificado, bem preparado para poder operacionalizar todo o princípio de uma legislação específica da educação infantil e da educação inclusiva”, ressaltou a profissional.

Para a profissional é necessário continuar acreditando e não deixar se abater pelos problemas diários.

“Temos uma profissão muito bela, não podemos nos deixar abater e desmotivar por questões operacionais, de trabalho, de materiais. O trabalho do docente não pode legitimar o sistema passando recibo que esse profissional não tem condições de se qualificar. O professor da educação infantil tem que acreditar que ele é um profissional de suma importância para a sociedade, é o profissional que trabalha com a base, e ao reconhecer o papel que ele representa socialmente ele tem que buscar dentro dele motivações para que ele sinta cada vez mais empoderado e a consequência desse empoderamento é ser respeitado quando busca as condições de trabalho e salarial”, disse a doutora.

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Durante os três dias de seminário os professores participantes puderam discutir e debater sobre a educação infantil no contexto da educação pública contribuindo para a melhoria na qualidade do ensino, enfatizando principalmente o docente da educação infantil.

Para a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação esse foi um momento muito importante para os professores da educação infantil que estão buscando se empoderar de conhecimentos para melhorar a sua prática pedagógica.

“Agora vamos criar um grupo de estudo para buscar interagir, estudar e aprimorar novos conhecimentos, para que  estejamos motivados para continuar esse estudo. Que esse seminário não seja o fim, mas o início de uma nova partida, de um novo trabalho, de um novo desafio”, disse a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação.

A professora Joelma, do  Departamento de Educação da UFMA elogiou a organização do seminário e disse estar muito feliz com as reflexões e discussões que aconteceram no evento.

“O Sindeducação está de parabéns por tocar em uma questão extremamente necessária que é a discussão da educação infantil. Existe uma necessidade de formação e o seminário foi muito formativo porque ele traz, justamente, uma discussão atual, de assuntos e temas que tem angustiado os professores dentro da escola, principalmente no momento que vivemos hoje em São Luís onde temos um gestor que não possibilita esse processo de formação. Eu fico muito feliz em saber que o Sindicato, está na frente dessa discussão. Tivemos aqui, nesses três dias, oportunidade de abrir um leque, promovendo no professor uma série de reflexões para poder agir dentro da sala de aula. Eu como professora da universidade, estou muito satisfeita e muito feliz, aprendi muito enquanto estive aqui”, disse a professora.

Já a professora Kátia Reis, da UEB Primavera, disse que o seminário foi um momento de muitas reflexões e o quanto é necessário estar envolvido pelo estudo para que possamos fazer da nossa prática na sala de aula um momento diferente. Foram três dias de muito conhecimento, onde estivemos discutindo com doutores, mestres que nos levaram a pensar realmente na nossa prática. Eu quero agradecer muito ao Sindicato por nos proporcionar essa oportunidade e que não fique somente nesse, que venham mais.

Para a coordenadora Maria José, da rede municipal de São Luís foi um privilégio participar do seminário, com um nível muito bom de qualificação e de profissionais que foram selecionados para palestrar. Com essas ações até acreditamos na mudança e no avanço da educação infantil.

Já a professora Elisabeth Lima do município de Cantanhede disse que “foi uma experiência muito enriquecedora, muito gratificante. Agora a minha missão é levar os conhecimentos que aprendi aqui para as minhas colegas de profissão do meu município”.

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“Fiquei muito feliz pela iniciativa e pela temática proposta, visto que esse é o primeiro seminário de educação infantil de São Luís e como sabemos a educação infantil é a etapa mais precária da educação brasileira e ela precisa ser vista com outros olhos. O seminário proporcionou aos professores reflexões e aprendizado que vão fazer ele voltar diferente para a sala de aula, porque no momento que eu paro para repensar a minha prática e que eu vou mudar a minha ação e refletir sobre ela lá no espaço da escola. E quem vai ganhar com isso? São os nossos alunos. Agora é necessário fazer realmente a mudança, se estou fazendo certo; vou procurar fazer melhor, se estou fazendo errado vou verificar o meu erro e corrigir para fazer o melhor possível”, disse o doutor José Carlos de Melo.

“Estamos muito felizes com o sucesso do I seminário de Educação Infantil. Ver o interesse desses profissionais pelo aperfeiçoamento da sua profissão nos deixa gratificada. Tudo aqui foi pensado minuciosamente para proporcionar o melhor para o nosso professor. A nossa parte estamos fazendo, esperamos que a Prefeitura de São Luís tome consciência e possibilite melhor infraestrutura nas escolas, proporcionando condições dignas para que esse profissional possa desenvolver o seu trabalho da melhor forma possível, pois temos convicção que ele está preparado para lecionar e mostrar novos caminhos para os seus alunos”, concluiu a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação.

Ao final das discussões os professores participaram de um Coffee break.

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