O Direito de Greve

 

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A greve é um direito legítimo e social da classe trabalhadora, garantida pela Constituição Federal do Brasil. Assim, o movimento grevista deve ser exercido em sua plenitude, sem punições ou restrições – e sendo necessário esgotar todas as possibilidades de negociações.

O governo municipal em seu posicionamento intransigente ao processo de negociação com a categoria de professores da rede pública de São Luís – insiste na concessão de reajuste parcelado – ignorando vedação legal.

Diante de uma gestão impositiva e incoerente à grande crise na educação pública da capital – a classe de professores decidiu retomar a discussão sobre a pauta de GREVE POR TEMPO INDETERMINADO no dia 19 de maio em Assembleia Geral – cujos trâmites legais já estão em fase de processamento pela Assessoria Jurídica da entidade sindical.

Respeitando os parâmetros legais do ato grevista

Conforme foi explanado pelo assessor jurídico Antônio Carlos Ferreira, na última Assembleia Geral Extraordinária no dia 12 de maio, existe o processo sistemático e burocrático para legitimação do início do ato grevista, precavendo a iminência da ilegalidade.

Apesar da fundamental explicação do assessor, alguns professores movidos pelos seus anseios políticos partidários usaram o importante momento de decisão para conduzir de forma acalorada a classe ao equívoco de deliberar uma greve sem os preceitos legais.

Por isso, o Sindeducação repudia todos os boatos espalhados por tais militantes partidários infiltrados na categoria, e reafirma à todos os educadores que a luta está sendo conduzida com transparência, firmeza e objetividade, para alcançarmos os direitos coletivos (e não particulares) previstos na Pauta de Reivindicações 2016.

Felizmente, os discursos vazios desses politiqueiros foram calados pela sensatez dos educadores.

Aprofunde-se sobre o tema e leia a Cartilha de Greve. Participe das assembleias e mobilizações da categoria, não deixe que os outros decidam por você.

Junte-se à nós!

3 Comentários

  • Lutaeducacao disse:

    Infiltrados? Como assim? Os professores que são filiados a partidos não fazem também parte da categoria? Seria esse algum crime? Há alguma incompatibilidade em ser professor e ser filiado a um partido?
    Incompatibilidade há sim na incompetência de uma direção e em sua assessoria jurídica que custa R$140.000,00 para a categoria e joga do lado do governo. Estou enganado ou ele não seria pago para resolver bas questões jurídicas. De quem foi o erro de não observar a ata?
    Mais um estratagema da direção golpista contra os direitos da categoria.
    Depois de amargarem quase seis meses sem o reajuste previsto em lei, os(as) professores(as) são golpeados(as) por aqueles que deveriam lhe defender.

  • Ronald Cutrim disse:

    Com todo respeito, discordo de seu comentário professor. O assessor jurídico do nosso sindicato precisa ser bem remunerado. Pelo que vc informa ele tem um salário mensal de R$ 12.000,00. Um salário justo para defender as questões da nossa categoria. É importante observar todos os trâmites legais para decretar a greve geral de modo a evitar sua ilegalidade, que geralmente é um dos argumentos usados pelo governo, alem de esgotar todas as possibilidades de negociação. Quando à participação de professores filiados em partidos políticos nas assembléias e em outros movimentos do sindicato é perfeitamente normal e suas participações quando responsáveis geralmente enriquecem o debate, mais infelizmente há aqueles que por motivos políticos pesssais promovem divisão da categoria e assim favorecem os interesses do governo.

  • Matheus disse:

    A rede estadual pretende fazer grave também?

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