NOTA | Frente Norte/Nordeste repudia postura do deputado Gastão Vieira (PROS-MA) durante audiência pública na Câmara dos Deputados

2º Suplente de Deputado, exercendo atualmente o mandato, Gastão Vieira demostrou descontrole emocional durante audiência pública.

A Frente Norte/Nordeste em Defesa dos Precatórios do FUNDEF para o Magistério vem a público REPUDIAR a postura do 2º Suplente de Deputado Federal, Gastão Vieira (PROS), que está deputado atualmente, durante Audiência Pública promovida nesta terça-feira (21), pela Subcomissão de Educação da Câmara dos Deputados com o objetivo de discutir o destino dos R$ 90 bilhões de reais oriundos dos Precatórios do FUNDEF.

Gastão Vieira protagonizou episódio lamentável, se manifestando de forma pejorativa, e atribuindo aos professores de todo o Brasil, a culpa pelo fracasso da Educação Pública brasileira.

Totalmente fora do contexto e aparentando descontrole emocional, Gastão fugiu ao debate central, e acusou a CNTE e todas as entidades sindicais brasileiras de defenderem apenas o aumento de “custos” para a Educação Pública.

“Com que dinheiro nós vamos pagar a conta? O país tá quebrado. Ou o presidente contingencia, ou ele perde o mandato”, disse o deputado defendendo o presidente Jair Bolsonaro.

O parlamentar também lamentou e denominou como “equívoco”, a criação do Piso Nacional da Educação e o Plano Nacional de Educação, que segundo ele, “impuseram aos estados, despesas que eles não têm condições de suportar”, ressaltou. A declaração é grave e coloca Gastão Vieira como inimigo da Educação Pública e dos professores do Brasil.

Ao final, citou evento ocorrido na Câmara com a presença do Ministro da Educação da Coreia do Sul, onde, segundo Gastão, se escolhe como professores os 20 mais talentosos jovens. “Aqui no Brasil os professores são escolhidos com base nas 10 piores notas do Enem”, em uma declaração totalmente descabida, preconceituosa e irreal.

Em um segundo momento, Gastão Vieira tentou conturbar a sessão e impedir a fala do presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará, Anízio Melo, quando o sindicalista citava a luta dos educadores para angariar e resguardar os recursos oriundos dos precatórios do FUNDEF, que de 2015 a 2016 estavam sendo utilizados por prefeitos para áreas diversas da Educação Pública.

Com dedo em riste, Gastão tentou calar sindicalista cearense, que disparou “Se está cansado deputado, vá para casa!”.

Gastão, de forma inesperada e demonstrando mais uma vez descontrole emocional, partiu para agressão verbal contra o sindicalista, “Eu não estou disposto a ouvir isso senhora presidente da Mesa”; “Eu não sou vinculado a sindicato”; “É mentira sua que foram as entidades que buscaram os recursos”; “Eu vou embora”; “Não, agora eu vou é ficar”; dentre outras expressões sem nexo.

Assista ao vídeo do segundo momento:

REPÚDIO – A Frente repudia a postura de Gastão Vieira, que não se portou com o decoro exigido para tão nobre cargo. As entidades sindicais que compõem a frente lembram ao deputado, que “Educação não é custo, mas sim investimento”. Para o sucesso da Educação Pública, é necessário haver, dentre outros, políticas públicas comprometidas com os professores, alunos e com a qualidade de ensino. “O que Gastão Vieira fez para contribuir com a Educação Pública quando foi secretário de Educação do Estado do Maranhão, de 1995 a 1999, em um dos quatro mandatos da ex-governadora Roseana Sarney?”, indaga a Frente Norte-Nordeste.

Alternando momentos de descontrole e prepotência, o 2º Suplente de Deputado protagonizou episódio lamentável no Parlamento Brasileiro.

Ao deputado Gastão, esclarecemos que a Educação Pública pode e deve ser financiada pela taxação das grandes fortunas, onde apenas cinco brasileiros detêm a mesma fortuna da metade da população brasileira, 110 milhões de pessoas; ou se acabarmos com o auxílio-moradia dos juízes de Direito de todo o país, que recebem cerca de R$ 4 mil reais mensais, além do salário de R$ 30 mil; ou ainda, se sobretaxarmos o lucro de 68% obtidos pelos três maiores bancos privados do país (Itaú, Bradesco e Santander); ou ainda, se taxarmos as cinco petrolíferas estrangeiras que estão extraindo petróleo do Pré-Sal sem pagar um centavo de imposto.

A Frente sugere ao nobre suplente, atualmente Deputado Federal, que abra mão do mandato que exerce, pois como o mesmo disse: “Está cansado para debates e discussões sobre Educação”, abrindo vaga para as novas lideranças políticas que surgem no país.

Estar deputado, na verdade, parece mais um fardo a Gastão Vieira, do que uma honra em representar o povo do seu Estado do Maranhão.

A Frente, por fim, lamenta que Gastão Vieira não tenha feito sua parte para melhorar o país, e pior, não tenha, até hoje, a exata medida da importância que tem a Educação Pública e o professor, para o sucesso de qualquer país do Mundo, durante os seus cinco mandatos, ou mesmo como dirigente de diversos Órgãos Públicos.

Gastão Vieira já foi secretário de Educação do Maranhão, na gestão da aliada Roseana Sarney, filha do ex-presidente José Sarney.

QUEM É GASTÃO VIEIRA – Gastão Dias Vieira é político brasileiro, filiado, atualmente, ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Está deputado federal (6º Mandato), mas é de fato 2º Suplente da Coligação que integrou nas últimas eleições, ascendendo ao cargo depois de longa articulação política junto ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que nomeou Rubens Júnior (deputado federal) e Simplício Araújo (1º Suplente) para secretários de Estado.

Passou quase 30 anos filiado ao PMDB (desde 1980) com rápida passagem pelo PSC. Em 1985 se aproximou de José Sarney à época presidente da República; sendo secretário de Planejamento do Estado do Maranhão de 1991 – 1994 no mandato do governador Edson Lobão; Em 1994 a 1999 foi secretário de Educação do Maranhão no mandato de Roseana Sarney; Ministro de Turismo do governo Dilma Roussef; e presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, também no governo Dilma, em 2016.

FRENTE NORTE/NORDESTE EM DEFESA DOS PRECATÓRIOS DO FUNDEF PARA O MAGISTÉRIO.

 

Assista ao vídeo da primeira fala de Gastão Vieira defendendo os cortes realizados pelo Governo Jair Bolsonaro, e acusando os professores pelo caos na Educação Pública brasileira:

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