Ministério Público intermedeia proposta entre Sindicato e Prefeitura de São Luís

 

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Na tarde desta sexta-feira – 01.09 – a diretoria do Sindeducação, o comando de greve e professores da base estiveram reunidos, na Procuradoria Geral de Justiça com os Promotores da Educação, Paulo Avelar, Luciene Belo e a Promotora, coordenadora do CAOP, Érica Ellen Beckman e ainda representantes da Prefeitura de São Luís.

A gestão Resistir, Lutar e Avançar nas Conquistas se posicionou com firmeza e rigor no enfretamento ao governo municipal e exigiu a imediata reposição do salário dos professores que aderiram à greve, a não retaliação com retirada das ampliações e remanejamento de profissionais das escolas onde lecionam e ainda sobre a concessão do reajuste da categoria.

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Para a presidente do Sindeducação, Elisabeth Castelo Branco a Prefeitura de São Luís continua intransigente e de forma truculenta tenta intimidar os professores grevistas. “Tivemos uma reunião exaustiva que durou mais de cinco horas e percebemos que a Prefeitura de São Luís continua com um discurso impositivo e sem nenhuma responsabilidade com a Educação e com os professores e, nesse momento, precisamos unificar as nossas forças em prol da categoria”.

A assessoria jurídica do Sindeducação desconstruiu a tese da Prefeitura de São Luís em relação a aplicação do corte dos vencimentos e exigiu a imediata reposição do salário dos professores. “É ilegítimo o desconto nos salários dos professores, uma vez que o Tribunal de Justiça na ação prolatada, não autoriza descontos dos dias parados, até a resolução do mérito. Essa ação está demonstrando uma prática de coação para a desestabilização do movimento paredista e uma verdadeira afronta à dignidade da pessoa humana”, defendeu o Antônio Carlos, advogado sindical.

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A promotora Luciane Belo, titular da 2ª Promotoria Especializa em Defesa da Educação cobrou empenho do governo municipal e repudiou a ausência do Prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior na rodada de negociação. “O prefeito Edivaldo Holanda Júnior precisa receber essa categoria, precisa se mostrar receptivo e ouvir os anseios dos professores que estão em uma luta legítima por melhores condições de trabalho e pela valorização profissional”.

Já o promotor Paulo Avelar, titular da 1ª Promotoria Especializada em Defesa da Educação, defendeu que o MP vai estar vigilante ao cumprimento dos pontos acertados na negociação e aos prazos dados à Prefeitura de São Luís.

Assembleia

Ao término da reunião, ficou decidido que a proposta mediada pelo Ministério Público vai ser deliberada em Assembleia Geral Extraordinária Permanente pela categoria dos Professores, na manhã deste domingo, 03 de setembro, às 09h, na Ocupação da Semed. A participação de todos os professores é de fundamental importância para os próximos passos da greve.

1 comentário

  • Maria disse:

    Edivaldo esquece constantemente que é o “prefeito” de São Luís, se é que ele sabe o que faz um prefeito. Sua ausência demonstrou mais uma vez sua imaturidade administrativa frente a prefeitura.

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