Grevistas realizam ato público e ecoam grito de luta: Verás que um professor não foge à luta. Respeito e Valorização, já!

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O Sindeducação puxou mais um grande movimento de greve da categoria de professores da rede pública municipal de São Luís, nesta quinta-feira, 17.  Com palavras de ordem e músicas alusivas à luta da categoria, os professores saíram em caminhada, da Praça João Lisboa até a Prefeitura de São Luís.

O governo municipal, em represália ao movimento, solicitou a intervenção da Secretaria Municipal de Trânsitos e Transportes (SMTT) para que impedissem a passagem do carro de som. Mas o sindicato já havia articulado uma estratégia, que pasmou a cúpula do governo; quando os professores chegaram ao local da manifestação, encontraram o carro da entidade sindical equipado com caixas de som.

 

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Com o objetivo de chamar a atenção do chefe do executivo municipal, que carrega a terceira greve de professores em cinco anos de mandato, os classistas entoaram um forte coro em protesto ao desrespeito do governo municipal com as crianças, jovens e professores da rede pública de ensino de São Luís.

“Estamos nas ruas mais uma vez para sensibilizar o Prefeito Edivaldo Holanda Junior que continua intransigente e não quer negociar com a categoria. O prefeito tem que entender que quem determina o fim da greve é ele e estamos abertos para o diálogo” disse a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação.

O movimento contou com o apoio do presidente da Força Sindical-MA. “A luta de um, é luta de todos. Em um momento em que os nossos direitos estão sendo abruptamente tolhidos, não podemos aceitar calados e é por isso que a Força Sindical segue ombreada com a luta dos professores”, salientou Frazão Oliveira.

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Durante todo o dia, os professores se mantiveram organizados em frente ao Palácio de La Ravardière, sede da prefeitura de São Luís, onde fizeram discursos de indignação, protesto e também de apelo ao prefeito para que o mesmo abra o diálogo com os educadores.

O professor Reginaldo Chaves da UEB Alberto Pinheiro frisou as condições das escolas e de trabalho que são ofertadas pela Prefeitura de São Luís. “Hoje a educação de São Luís está um caos. Já faz quase dez anos que a escola que eu trabalho está em reforma, ficamos perambulando de prédio em prédio que não oferece nenhuma condição de trabalho, com problemas hidráulicos, elétricos, estruturais. Não podemos nos calar, não podemos aceitar esses desmandos da Prefeitura de São Luís”.

Em uma fala forte e contagiante, a diretora da Secretaria dos Aposentados, professora Mary Lourdes fez um pedido ao prefeito e lançou a campanha #recebaosprofessores, o público bradou. “Chega de ataques, Edivaldo Holanda Júnior, valorize os profissionais que formam essa sociedade, abra as portas do Palácio e receba os professores. Agora, quero lançar uma campanha de apelo ao bom senso do prefeito hashtag:#recebaosprofessores”, frisou a diretora sindical.

O momento foi irmanado por grevistas, pais, alunos e sindicalistas, que através de faixas, músicas e falas fizeram um grande clamor pela Educação pública, que agoniza em meio ao caos.

Os professores reivindicam a construção novas escolas, creches e quadras,  reformas das escolas, melhorias na qualidade da merenda e transporte escolar, reajuste salarial de 7,64% e reposição das perdas salariais que chegam a 16,7% em quatro anos.

Os professores grevistas encerraram o ato por volta das 17h, e convocaram a categoria para a Assembleia Geral que vai acontecer no dia 21 de agosto, a partir da 15h, na Fetiema. Será um momento importante e decisivo para o rumo da greve. Verás que um professor não foge à luta. Respeito e valorização, já!

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