“Espaço da UEB Mindinho (Zona Rural) é sufocante” reclama professora

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Como se não bastasse todos as problemáticas envolvendo a insegurança no espaço escolar; a infraestrutura também ganha espaço em um governo municipal inerte e que não privilegia a educação da rede pública de São Luís. A UEB Mindinho (Zona Rural) situada na Rua Principal, Nº 1000, bairro Maracanã, é apenas um retrato do descompromisso da Prefeitura de São Luís com escolas da rede.

Aproximadamente 159 alunos de 3 a 5 anos da UEB Mindinho Educação Infantil (Creche, Infantil I, II A e B) estão num espaço minúsculo sem as mínimas condições de funcionamento, pois, além do calor que assola por conta do espaço e a quantidade de ventiladores que é insuficiente, as salas estão superlotadas prejudicando o desenvolvimento das crianças.

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Segundo professores, o ambiente é tão pequeno que se torna inviável desenvolver algum exercício, sendo assim, as crianças ficam sem atividades pedagógicas o que dificulta o aprendizado. Ainda segundo eles, houve uma manutenção corretiva no período de 9 de outubro a 14 de dezembro, mas não adiantou, pois as paredes estão rachando; parte do forro está comprometido; e alguns compartimentos sanitários sem funcionar.

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Extremamente revoltada com as dificuldades enfrentadas diariamente em sala de aula, a professora Rosilene da Costa, da educação Infantil, se sente desrespeitada pelos gestores da educação.

“Essa situação já foi compartilhada com a gestão municipal, e agora, o problema ficou maior; as salas de aula são minúsculas e muito calorentas; não temos uma sala específica para guardar o material, tudo é amontoado num corredor misturado com produtos de limpeza e cozinha. Não aguentamos mais esse descaso do Prefeito Edivaldo Holanda Junior e do Secretário de Educação Geraldo Castro. Queremos investimentos e não só promessas como vem fazendo os gestores.

Para a professora Márcia Dutra, secretária de assuntos educacionais do Sindeducação, esses casos vêm se repetindo em várias escolas da zona Rural e Urbana de São Luís. Ainda segundo ela, as escolas da rede pública municipal estão em uma situação precária necessitando não só de manutenções corretivas, mas também de reformas em caráter de urgência.

“É lamentável como a atual gestão cruzou os braços para educação da rede pública municipal, principalmente para alunos da educação Infantil que vivem em espaços desumanos. Historicamente, a educação pública vem se arrastando diariamente. São muitos problemas e quem sofre são as pessoas do ambiente escolar (alunos e professores)”, criticou a secretária.

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