Em reunião com Semed e MP sobre protocolo sanitário de retorno presencial, Sindeducação volta a cobrar reformas das escolas, chips e tablets

Uma segunda reunião foi realizada entre o Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA) com os promotores Paulo Avelar e Lindonjonson Gonçalves de Sousa, a Semed, representada pelo secretário Marco Moura e o Sindeducação para tratar do retorno das aulas presenciais nas escolas da rede pública municipal de São Luís nesta sexta-feira, 02 de julho. O Sindeducação foi representado pela presidente, Sheila Bordalo, o secretário de assuntos jurídicos, Cássio Souza e a secretária de Comunicação, Ana Paula Martins e solicitou, mais uma vez, informações e ações relativas ao Plano de Retorno.

No encontro de hoje, representantes da secretaria apresentaram uma proposta de protocolo de biossegurança sanitária que será adotado nas UEBs, caso haja o retorno das aulas presenciais, porém não detalharam outras demandas urgentes, como a reestruturação das 261 escolas da redes e a  condução do ensino remoto neste ano – pontos que estão sendo cobrados desde o início de janeiro pelo Sindeducação à Semed e que nunca foram respondidos oficialmente à entidade, conforme lembrou a secretária de Comunicação,  Ana Paula Martins.

“Mesmo que haja o retorno presencial agora, o ensino precisará ser hibrido e nós esbarramos nas questões tecnológicas e estruturais das escolas, que não possuem as condições adequadas para receber a comunidade escolar. Além disso, professores e estudantes continuam sem chips e tablets. Nós precisamos saber, com bastante antecedência, quais são as ações que a Prefeitura de São Luís está desenvolvendo para garantir o apoio técnico e pedagógico que assegure as vidas de todos que fazem parte da comunidade escolar”, observou a dirigente sindical.

A presidente do Sindeducação, Sheila Bordalo lamentou na reunião a postura que a Semed insiste em adotar – mesmo após a mudança de titulares da pasta, no que diz respeito ao repasse de informações ao sindicato, que são importantes para a construção de um protocolo escolar que contenha eixos de biossegurança, pedagógicos e socioemocionais. “Como entidade representativa, nós estamos dispostos a contribuir, a construir, mas necessitamos de devolutivas da Semed, de uma comunicação transparente e rápida. Nós entendemos as mudanças que ocorrem em trocas de gestão, as fases de adaptação de equipe e as complicações impostas pela pandemia. Mas precisamos que entendam que o conteúdo que solicitamos, as sugestões que enviamos, a exemplo de disponibilizarmos dois diretores do Sindeducação para acompanhamento das obras nas escolas, que são questões importantes, não são somente para o sindicato, mas para a sociedade”, declarou a presidente.

A questão de transparência no repasse de informações também foi abordada pelo secretário do Sindeducação, Cássio Souza que, durante a reunião, perguntou ao secretário da Semed, Marco Moura quais são as 20 escolas que estão aptas para o retorno presencial, conforme dito na reunião anterior promovida pelo MP. Outro ponto questionado foi sobre como vem sendo gasto pela Prefeitura de São Luís a verba repassada mensalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

A reunião finalizou com algumas definições para o próximo encontro e, antes dele acontecer, a Semed se comprometeu em encaminhar, até segunda-feira 05/07, ao Sindeducação o documento que está em elaboração sobre protocolos de biossegurança sanitária para a retomada das aulas presenciais para que a entidade analise e dê suas contribuições.

 

_____

IMPRENSA SINDEDUCAÇÃO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.