Em Assembleia Geral, por unanimidade, professores refutam proposta de 5% de reajuste| Edital para Assembleia em 8 de abril

Assembleia do último sábado deliberou sobre indicativo de greve.

O Sindeducação realizou assembleia geral no último sábado, 2 de abril, com a categoria, que compareceu em peso e lotou o auditório, REJEITANDO por unanimidade a proposta apresentada pela Prefeitura de São Luís de reajustar em apenas 5% os vencimentos dos profissionais do magistério, com Nível Superior. Considerando a proposta desrespeitosa, a categoria de professores da rede pública municipal de São Luís declarou que está disposta a defender a carreira e fazer greve por tempo indeterminado se o prefeito Eduardo Braide não apresentar uma proposta de valorização que repercuta em todas as carreiras do magistério. A diretoria do Sindeducação levou para votação também a manutenção ou não da proposta que já está sendo discutida na Mesa de negociação que é atualização do Piso e a repercussão em toda tabela salarial do magistério, com 36,56% de reajuste para o nível superior.
A Assembleia Geral foi bastante representativa e democrática, reunindo centenas de professores e professoras que puderam discutir e expressar sua indignação e revolta. Em muitas intervenções foi questionada a postura de desrespeito da administração do prefeito Eduardo Braide, a categoria não entende os motivos que levam o prefeito a não valorizar os servidores municipais e, por outro lado, subsidiar os lucros dos empresários do transporte público. Também foi apontado o fato de outros municípios maranhenses, com orçamentos menores que o de São Luís, conceder reajuste com o percentual da Lei do Piso para toda categoria, e a capital do estado alegar que não tem recurso para valorizar o magistério. Exemplo emblemático foi o reajuste de 35% concedido pela prefeitura de São José de Ribamar que, em 2021, recebeu um pouco mais que 196 milhões de recursos do Fundeb, enquanto São Luís obteve mais de 412 milhões no mesmo ano.


Muitos professores ainda lamentaram a postura do gestor de querer colocar a opinião pública contra os professores, a exemplo dos anúncios feitos nos meios de comunicação e em suas redes sociais sobre o acordo firmado em razão dos Precatórios do Fundef (uma causa ganha na justiça) e dos pagamentos das progressões (já previstas em lei). Coincidentemente as declarações foram realizadas quando a categoria de professores e o sindicato estão em tratativas na Mesa de Negociação discutindo sobre reajuste salarial.
Foi ressaltado também que o movimento que será deflagrado na capital maranhense não é apenas para corrigir os 5 anos de perdas salariais, mas de buscar condições dignas de trabalho, de denunciar todas as formas de assédio que estão partindo da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e de lutar por mais investimentos nas escolas do município, para isso irão contar com apoio dos pais dos alunos e, mais do que nunca, precisam da sensibilidade da sociedade para entender que defender a educação pública e de qualidade é tarefa de todos e todas.

EDITAL PARA ASSEMBLEIA

Os professores que participaram da Assembleia declararam que não medirão esforços para garantir um reajuste digno e evitar o desmonte da carreira, por isso votaram por unanimidade um indicativo de greve para o dia 18 de abril. A assessoria jurídica do Sindeducação, o escritório de advocacia Calado & Corrêa, fez vários esclarecimentos sobre o direito de greve e os requisitos para que ela seja considerada legal, inclusive destacou o significado de indicativo de greve, que é aprovado pelos trabalhadores para estabelecer uma data mínima para se dar início à greve. Contudo, esta decisão não é definitiva, podendo ser alterada conforme a conjuntura e o avanço das negociações.
A diretoria do Sindeducação informou também a data de realização da próxima Assembleia Geral, que será nesta sexta-feira, 8 de abril, e já tem como pauta principal a deliberação sobre a deflagração de greve. O edital de convocação foi publicado no sábado, no Jornal Pequeno, editoria Política, página 4. A assembleia será novamente no hotel Abbeville, no bairro do São Francisco, a partir das 16h30min.

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Pensando na comodidade de mães e pais, para que todos participassem da Assembleia Geral de forma tranquila, o Sindeducação disponilizou Espaço Kids para quem levou crianças.

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