Educadores discutem sobre a precarização do ensino, assédio moral e saúde do professor

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Durante todo o dia de quarta-feira (16), os professores da rede municipal, participaram e interagiram com as atividades realizadas no auditório do sindicato.

Pela manhã os professores da rede discutiram em relação ao tema “Precarização do ensino público municipal: Um olhar crítico sobre a atuação do governo”.

Formaram a mesa de debate os promotores especializados em defesa da educação, Paulo Avelar e Luciane Belo, além da Professora Doutora Áurea Celeste da Costa Ribeiro, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Ao iniciar o tema, a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do sindicato, registrou o levantamento dos espaços escolares que estão precarizados e que necessitam de uma intervenção imediata do governo. Segundo a presidente, mais de 80% das escolas da rede municipal estão em estado de vulnerabilidade, ou seja, um índice altíssimo no atual cenário educacional da capital

Na ocasião, a presidente fez uma abordagem mostrando em forma de vídeo e fotos, as problemáticas que alunos e professores enfrentam no rotineiramente dentro de sala de aula.

Os presentes da mesa fizeram algumas críticas ao modelo de escola da atualidade e discutiram aspectos que podem ser inseridos no atual contexto que se encontra as unidades de ensino. Para o promotor Paulo Avelar, o poder público tem por obrigação oferecer uma educação básica de qualidade e estruturar os espaços de acordo com a necessidade da comunidade educacional.

Já a Dra. Áurea Celeste, o modelo educacional implantado pelos gestores deve ser transformado em um espaço de dinamismo, onde crianças e jovens possam fortalecer o seu conhecimento.

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Já durante a tarde, os educadores puderam tirar dúvidas e se aprofundar mais em relação aos temas “Assédio Moral na Esfera Educacional: Uma percepção Jurídica sobre o assunto e “Saúde do Professor: Combatendo os males que surgem durante o magistério”.

O assessor jurídico do sindicato, advogado Antônio Carlos, iniciou a palestra conceituando o assédio moral e como proceder diante de casos dessa natureza. Ainda segundo ele, existem vários fatores que contribuem para a essa prática. “É um caso muito sério e necessita ser olhado com outros olhos”, disse.

Assédio mora

Na abordagem, o assessor explicou que o assédio é uma prática repetitiva, onde trabalhadores são expostos a situações humilhantes e constrangedoras que se firmam de forma prolongada no decorrer do exercício de suas determinadas funções.

“Em caso de assédio moral no seu ambiente de trabalho – na escola especificamente – procure a assessoria jurídica do sindicato para uma orientação judicial e, caso seja constatado o fato, iremos entrar com todos os meios legais a a partir de um processo”, destacou o assessor.

Para complementar a tarde de atividades desta quarta-feira, 16 de março, a Dra. Sâmia Jamile, médica psiquiátrica, explicitou alguns pontos importantes em relação a saúde do professor dentro do processo psicológico e psiquiátrico.

Saúde do professor

“Grande parte dos meus pacientes são professores que sofrem algum tipo de quadro depressivo por conta do estresse de sala de aula, da cargo horária extensiva, da violência no espaço de ensino”, explicou.

Dentro do aspecto clínico. ela relacionou ainda alguns pontos como “humor deprimido e tristeza normal” dentro da psiquiatria e psicologia abrangendo aspectos favoráveis sobre perspectiva de como solucionar esses problemas que muita das vezes são fáceis de resolver, basta apenas, segundo a doutora, procurar um especialista na área para estudar e resolver o problema.

“Parabenizo a iniciativo do sindicato em promover esse evento, uma vez que os professores necessitam desse acompanhamento”, destacou a Sâmia.

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