Educadores aprovam, em assembleia, paralisação em defesa da Educação Pública

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Em Assembleia Geral Extraordinária realizada neste sábado dia 12 de março, às 9h da manhã, no auditório do Sindeducação, os educadores da rede pública municipal de São Luís, discutiram a pauta prioritária de reivindicações tratada com o governo municipal e encaminharam demandas da categoria.
Os trabalhos foram conduzidos pela Direção do Sindeducação, através das professoras Elisabeth Castelo Branco, Isabel Cristina Dias, Orfisa Surama, Márcia Dutra, e pelo professor Benedito Oliveira Filho. Ao iniciar o ato houve a leitura do edital em primeira e segunda chamadas – a presidente do Sindicato pontuou os questionamentos discutidos com o governo municipal, expondo também a insatisfação sobre a não resposta concreta da Prefeitura em relação à pauta reivindicada: a proposta de reajuste de 13,68% e a recomposição das perdas.
“Temos que exigir respostas concretas do prefeito, caso contrário, teremos que ir às ruas novamente reivindicar os nossos direitos”, pontuou inicialmente a presidente do Sindeducação.
Em seguida, cerca de 14 professores se inscreveram para discutir e fazer encaminhamentos de luta. Diversos professores aproveitaram o momento para, também,  se manifestarem a respeito de discursos político-partidários realizados por pessoas ligadas à siglas. “Não iremos nos convencer com discursos de pessoas que nunca tiveram compromisso com os educadores, viemos para a assembleia debater as demandas pautadas, e não ser espectadores de brigas políticas, como alguns fizeram quando utilizaram o microfone”, criticou o professor Rodrigo Goulart, da Escola João de Souza Guimarães.
A professora Cássia Miranda, também abrangeu a discussão sobre o que estava sendo tratado. “Vamos às ruas demonstrar para a Prefeitura de São Luís nosso repúdio pela crise instaurada na educação, queremos um basta na desmoralização dos nossos direitos”, disse Cássia.
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Já a professora Josidete Barbosa se disse revoltada com o interesse de alguns colegas em tentar fazer da agenda de luta dos professores um item na agenda política dos seus partidos políticos. “Estamos reunidos em Assembleia para discutir interesses da categoria e não defender partidos, isso só confunde a mente dos educadores. É hora de união”, destacou Josidete.
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Decisão da categoria em Assembleia

Em decisão consensual, os educadores da rede decidiram parar suas atividades em uma semana – 14, 15, 16, 17 e 18 de março – em repúdio a omissão do governo municipal em relação ao reajuste salarial e as demandas ainda não cumpridas pelo mesmo – recomposição das perdas salariais, direito estatutários/2015, além de segurança, condições de trabalho e a infraestrutura das escolas municipais.
No seguimento das tratativas, a presidente Elisabeth Castelo Branco pontuou os assuntos referentes a pauta de reivindicações discutidas entre a Direção do sindicato, Comissão da Mesa de Negociação e o secretário de Educação: percentual de reajuste de 13,68% votada em Assembleia Geral; recomposição das perdas salariais; direitos estatutários de 2015, que ainda permanecem atrasados, bem como, condições de trabalho (recursos e materiais didáticos e pedagógicos), segurança nas escolas, nomeação dos membros dos conselhos municipal; eleição direta para diretor de escola.
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“Ao contrário do que afirmam os opositores, o Sindeducação realizou, em três anos, mais ações positivas do que as últimas administrações sindicais. A direção conquistou diversos benefícios a mais de 5 mil professores da rede, alguns inclusive, tiveram de dois a três direitos implantados neste período, realizando uma verdadeira atualização da vida funcional da classe. A entidade sindical tem se posicionado de forma insistente, com mobilizações pontuais da categoria, representações judiciais junto ao Ministério Público – promotorias de Educação e Improbidade Administrativa, etc. No entanto, com poucos avanços, com a cruel realidade das escolas, vamos realizar diversas atividades em repúdio a gestão omissa, até que o cenário de desrespeito com os educadores mude”, ressaltou a presidente.
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Paralisação Nacional – De 14 a 18 de março a educação pública do país inteiro vai parar suas atividades em repúdio ao sistema público de ensino. Em São Luís, a Direção do Sindeducação organizou um calendário semanal que irá envolver ciclo de debates, palestras, marcha em defesa da qualidade da educação, além de outras atividades em defesa da categoria.
A Marcha em Defesa da Qualidade da Educação Pública Municipal também vai contar com a participação de alunos, pais e sociedade em geral. Os professores irão às ruas exigir direitos e melhorias para a educação pública. É hora de dar um basta a violação dos direitos.
Os educadores exigem respeito, condições de trabalho, infraestrutura das escolas, reajuste salarial e implantação dos direitos. É hora de dar um basta à violação dos direitos de professores e alunos.
Reunião
 
O secretário de Educação Moacir Feitosa sinalizou uma nova reunião com a diretoria do sindicato e Mesa de Negociação para apresentar uma contraproposta do governo em relação ao percentual de reajuste de 13,36 e perdas salariais votada em Assembleia do dia 17 de fevereiro.

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