Diretoria do Sindeducação é recebida pela nova secretária de Educação.

Entidade, mais uma vez, pediu à pasta celeridade na resolução de inúmeros problemas enfrentados pela categoria.

Após inúmeros plantões e documentos protocolados pelo Sindeducação na Secretaria Municipal de Educação (Semed), expondo os problemas vividos pela categoria de professores/as e também após o protesto em frente à Prefeitura de São Luís realizado na semana passada cobrando a homologação das ampliações mediante o Edital nº 02/2020, que trata da ampliação de jornada de trabalho para 30h ou 40h semanais, a diretoria do sindicato foi recebida ontem (11), pela nova Secretária de Educação, Ana Caroline Salgado, e sua equipe.

O primeiro encontro da diretoria do Sindeducação com a nova representante da pasta, a terceira somente este ano, foi marcado pela exigência de respostas para as reivindicações da categoria, pendentes há quase um ano, porque até o momento, tanto a Semed quanto o prefeito de São Luís não deram prioridade para resolução dos inúmeros problemas da educação municipal, dentre eles, a falta de diálogo e organização no que tange ao retorno presencial das atividades nas escolas, o reajuste salarial e o pagamento dos Direitos Estatutários (Progressões, Difícil Acesso e Titulações).

Representaram o Sindeducação nesta reunião, a presidente Sheila Bordalo, a vice-presidente Ester Durans e os secretários Rose Costa (1ª secretária Geral) Jousy Anny Macedo (sec. de Administração), Joseilton Melonio (2º tesoureiro), Dolores Silva (sec. dos Aposentados), Ana Paula Martins (sec. de Comunicação), Rosi Veloso (sec. de Assuntos Educacionais ) João Luís Silva  (sec. de Esporte, Cultura e Lazer) e, ainda,  Patrícia Araújo e Leonel Torres membros/as da Mesa de Negociação 2021.

A presidente do Sindeducação, Sheila Bordalo, destacou que desde o momento e que Eduardo Braide assumiu a Prefeitura de São Luís, a entidade sindical vem buscando o diálogo com o gestor e com a Semed, no sentido de dar resolutividade a essas demandas; cobrou também que a prefeitura regularize a entrega dos kits alimentação, atrasados desde julho de 2021 e que sejam entregues da forma correta, um por aluno.

 Os diretores reforçaram que para haver avanços na pauta de reivindicações dos/as professores/as é imprescindível que o prefeito abra a Mesa de Negociação e discuta com o sindicato a pauta financeira, considerando que a categoria acumula cinco anos sem reajuste salarial, e a pauta pedagógica, pois é preciso que os professores participem e tenham autonomia nas decisões relativas aos aspectos pedagógicos do retorno presencial das aulas. Foi enfatizando também que as sucessivas trocas de comando na pasta, em menos de um ano, prejudicam o que já poderia estar sendo encaminhado pela secretaria.

Mais uma vez a categoria ficou sem respostas da Semed em diversos questionamentos, sobretudo no que diz respeito à abertura da Mesa de Negociação 2021. A diretoria do Sindeducação também questionou à Semed sobre o Projeto de Lei anunciado recentemente pelo prefeito Eduardo Braide que trata sobre o pagamento do 14º salário. O questionamento principal da entidade versa sobre a origem desses recursos e quais seriam os critérios para definir quais profissionais serão contemplados, pois caso sejam recursos provenientes das sobras do Fundeb 2020, o prefeito precisa informar porque existem regras específicas para este rateio. Por isso mesmo a entidade cobra, desde o início do ano, que o prefeito apresente a prestação de contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2020, o que não foi feito até o momento.

Ao ser questionada sobre o Cronograma de Retorno das Aulas Presenciais, bem como das reformas das escolas, a nova secretária de Educação, informou apenas que a Semed tem um levantamento de 161 escolas da rede que passarão por intervenções de emergência para a retomada das aulas presenciais em janeiro de 2022, além disso, informou que a prefeitura,  em breve, tornará público um edital para locação de novos imóveis para funcionamento das UEBs que não têm condições infraestruturais para o retorno presencial.

Considerando a falta de respostas e soluções para os problemas apresentados, a diretoria do Sindeducação indicou o prazo de uma semana para a secretária Caroline Salgado apresentar os encaminhamentos necessários para as demandas levadas no encontro. Comprometendo-se inclusive com o agendamento de reuniões específicas com o setor de Recursos Humanos, considerando a necessidade de dialogar sobre a sua nova política de gestão de pessoas, que tem gerado descontentamento da categoria e inúmeras situações que se configuram como assédio moral, e com a assessoria jurídica e a Semgov para tratar da homologação das ampliações para resolução da situação dos 79 profissionais que participaram do Edital nº02/2020

Percebemos que a REALIZAÇÃO DA PARALISAÇÃO DO DIA 24 DE NOVEMBRO, votada na última assembleia da categoria, é justa e necessária, pois o prefeito Eduardo Braide não demonstra disposição para dialogar com os/as professores/as e nem para atender suas inúmeras reivindicações. É hora de a categoria mostrar sua força e indignação, construir a paralisação, dialogando com cada colega de trabalho e também com os pais e mães de alunos explicando que para ter uma educação de qualidade é preciso exigir mais investimentos na educação, na construção de escolas, em tecnologia, na formação dos professores e na permanência dos alunos.

Somente com unidade e luta poderemos avançar para uma sociedade mais justas em que as crianças e jovens da educação municipal possam ter seu direito à educação assegurados.

#rejsuteparatodacategoriajá

#braiderecebaosprofessores

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IMPRENSA SINDEDUCAÇÃO

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