Diretoria do Sindeducação cumpre agenda de mobilização e luta pelos direitos da categoria de professores

Seguindo uma agenda intensa de trabalho a diretoria do Sindeducação, tem atuado de forma assertiva em busca da garantia dos direitos dos professores de São Luís, seja cobrando da Prefeitura de São Luís para resolução de demandas relativas ao REAJUSTE SALARIAL de 2021 e aos DIREITOS ESTATUTÁRIOS que até agora não foram pagos, seja garantindo que nenhuma escola sem condições de cumprir os protocolos sanitários seja autorizada a retomar as aulas presenciais.

SEGUNDA-FEIRA:

Na segunda-feira (4), as diretoras estiveram na Semed para protocolar ofícios solicitando novamente, em caráter de urgência, a abertura oficial da Mesa Permanente de Negociação 2021 para discussão do Reajuste anual e do pagamento dos direitos estatutários. O sindicato cobra também informações documentadas sobre o retorno presencial nas unidades da rede. Até o momento, a Prefeitura de São Luís não apresentou ao Sindeducação o cronograma oficial das escolas que estão previstas para retorno presencial ou que passarão por reformas.

TERÇA-FEIRA:

O Sindeducação tem recebido diversas denúncias de professores e professoras que estão sofrendo assédio moral e sendo devolvidos por conta de uma ação coordenada pela Superintendência de Recursos Humanos da Semed, que visa a reorganizar a carga horária dos/as professores/as em diversas escolas. Dessa forma, a direção procurou a superintendente, Célia Durans, na terça (5), a fim de solicitar explicações e cobrar que sejam respeitados os direitos dos/as servidores/as. A diretoria esclareceu que o trabalho do professor tem um caráter político-pedagógico e não apenas administrativo, isto é, a jornada de trabalho do professor requer a organização dos tempos para planejamento, elaboração e correção das atividades e avalições, registro em fichas e no Sislame, formação continuada, além disso, a própria ação de ministrar aulas à dezenas e, às vezes, centenas de crianças e jovens gera um desgaste físico e emocional. É preciso considerar também o tempo de descanso da voz e que esse desgaste aumentou por conta da pandemia e obrigatoriedade do uso de máscaras. Não somos máquinas, não cumprimos apenas horas! Temos direito ao 1/3 de hora atividade! Se a Semed quer implantar uma política de Recursos Humanos para a rede, deve levar em consideração esses aspectos e dialogar com a categoria, que tem muito a contribuir sobre esse tema. Ao final da reunião, a superintendente se comprometeu a agendar uma reunião juntamente com a Secretária Adjunta, Gusmaia Mousinho Pestana, para tratar do assunto.

QUARTA-FEIRA

Na manhã de quarta-feira (6), a diretoria se reuniu com a 2ª Promotoria de Defesa da Educação, que teve como pauta a situação da UEB José de Ribamar Bogéa – Anexo I, localizada no bairro da Cidade Olímpica. Ficou acordado que o MP fará a recomendação de que as aulas presenciais nessa unidade aconteça após troca do telhado (atualmente é de fibrocimento, material que esquenta a temperatura do ambiente interno) e a construção de uma cobertura na área de entrada, para que os alunos não fiquem sob altas temperaturas antes de entrarem na escola. Ficou acordado também nesta reunião que o órgão solicitará à pasta um planejamento a médio prazo de um local para construção de uma escola que possa absorver os três anexos existentes na região para atender a comunidade. A diretoria do Sindeducação enviará um relatório completo sobre as condições dessa escola para que o MP-MA encaminhe as devidas providências.

O subsidio que o Sindeducação dá ao MP-MA, levando ao órgão informações importantes sobre a realidade das unidades escolares da rede e as dificuldades encontradas pelos profissionais da educação neste retorno de aulas presenciais, vem surtindo efeitos positivos para educação do município. Como todos sabem, a educação municipal ficou em total abandono durante o comando do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, assim como os professores amargaram 4 anos sem reajuste salarial (passou para o 5º na atual gestão de Eduardo Braide). Não suportando mais trabalhar neste cenário de desrespeito e desvalorização, a entidade sindical, comprometida com a categoria, vem pedindo intermédio do MP-MA para que acione ou faça recomendações à Prefeitura de São Luís e a administração possa garantir que o retorno presencial seja seguro e com devidos suportes pedagógicos para os profissionais da educação e toda comunidade.

QUINTA-FEIRA

A Prefeitura de São Luís, ainda não resolveu a situação de 79 professores detentores de 2 matrículas no município que participaram do Edital 02/2020, que tratou sobre o processo de ampliação de jornada para 30 ou 40 horas semanais, mediante a exoneração de um dos vínculos, há quase um ano. Diante desse grave problema, em reunião nessa quinta-feira (7) com a diretoria do Sindeducação, parte dos 79 profissionais que participaram desse Edital se uniram à entidade sindical para formar uma Comissão Especial de Mobilização, com o objetivo de pensar novas estratégias de pressão ao governo Braide. A Comissão é composta por 15 pessoas e, já na próxima semana, buscará, mais uma vez, o diálogo com o executivo, antes de tomar medidas mais austeras, que possam levar a realização de atos públicos, de movimento grevista até a processos judiciais.

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