Dia Nacional da Saúde

Stressed businessman with headache

Professor, reflita sobre suas condições de trabalho

 

O Dia Nacional da Saúde, oficializado e inserido no calendário brasileiro por meio do Decreto de Lei nº 5.352, de 8 de Novembro de 1967, tem como objetivo conscientizar sobre a importância da educação sanitária, despertando na população o valor da saúde e dos cuidados para com ela. A data também serve para homenagear e recordar a vida e o trabalho de Oswaldo Cruz, um dos principais responsáveis pelas erradicações de perigosas epidemias que acometiam o Brasil do século XIX e começo do século XX.

E, se nos séculos anteriores, as epidemias eram as maiores preocupações da medicina e causavam pânico na população, no século XXI, outras patologias preocupam os estudiosos, são aquelas ligadas à vida moderna, relacionadas às pressões no ambiente de trabalho, realidade recorrente vivenciada pelos professores. São eles que estão entre os profissionais mais sensíveis a desenvolverem a Síndrome de Burnot, que é um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes, tratado, em muitos casos, com terapias e antidepressivos.

Em São Luís, o Sindeducação acompanha a rotina estressante que os professores enfrentam diariamente em sala de aula e lista os principais motivos que os levam muitas vezes ao afastamento de suas funções, comprometendo, ainda mais, a educação pública da capital. Tais relatos dos docentes são denunciados frequentemente pelo sindicato. São eles: atividades exercidas em condições insalubres, excesso de alunos em sala de aula, o que ocasiona problemas na voz e na audição, dores no corpo, L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) e esgotamento físico. Somam-se ainda às reclamações, a pressão exercida sobre eles como excesso de carga horária, salários baixos, assédio e falta de segurança nas escolas, fatos que os levam a quadros psíquicos até mais graves como depressão e fobias sociais.

A professora Etiene Pereira, afastada do trabalho desde maio do ano passado após contrair a Síndrome de Guillain-Barré, doença que afeta o sistema nervoso provocando paralisia progressiva, em depoimento para o Sindeducação relatou estar com receio para voltar à sala de aula após licença médica que termina em Outubro. Segundo a professora, o alto nível de stress do ambiente escolar poderá afetar sua imunidade, além disso ela está com a mobilidade reduzida, precisando de auxílio de uma bengala para se locomover, inclusive chegou até a usar cadeira de rodas. Etiene relatou ainda falta de apoio do Governo Municipal para tratamento médico, tendo como alternativa emergencial recorrer à hospitais e exames particulares.

Para o Sindeducação, o Dia Nacional da Saúde, é uma data oportuna para reflexão dos professores na luta por melhores condições de trabalho, é importante salientar que é fundamental que o professor esteja em boas condições físicas, psicológicas e materiais/financeiras para oferecer uma aula de qualidade, que realmente alcance seus objetivos e cobrar a responsabilidade do Governo Municipal que deve oferecer condições dignas de trabalho. A gestão “Renovar e Avançar na Luta” tem o compromisso com a categoria de lutar diariamente pela melhoria na infraestrutura das escolas municipais, pela valorização dos  profissionais do magistério  e a implantação de políticas públicas voltadas exclusivamente para a saúde do professor.

 

 

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