Concursados sem salários| Sindeducação realiza reunião virtual com os professores e cobra explicações da Semed

Na manhã de quarta-feira, 3 de fevereiro, a diretoria do Sindeducação realizou uma reunião virtual com professores da rede pública municipal que denunciaram à entidade o atraso no pagamento de seus salários. Passam por esta situação mais de 120 profissionais que realizaram concurso público em 2016 e tomaram posse em dezembro de 2020. Nesta semana, uma comissão criada por 4 professoras chegou a procurar a Secretaria Municipal de Administração (Semad) para solicitar a resolução do problema e, segundo relatos dessas profissionais, o atual secretário Flávio Olimpo, declarou que o município não pode “assumir o risco” pela contratação deles, devido à Lei Complementar Federal Nº 173, de 27 de Maio de 2020, que estabeleceu o Programa Federativo de Enfrentamento ao coronavírus – covid -19 e que proíbe a realização de concursos públicos e admissão de pessoal até 31 de dezembro de 2021.

Representaram o Sindeducação na reunião virtual, a presidente Sheila Bordalo, o secretário de Assuntos Jurídicos, Augusto Cassio Souza; o 2º tesoureiro, Joseilton Melonio Costa e a secretária de Mobilização Social, Adriana Carneiro Costa, além do assessor jurídico do sindicato, Antônio Carlos Araújo.

Ao abrir a reunião, que teve como objetivo principal entender mais sobre o episódio narrado pelos profissionais que estiveram na Semad, a secretária, Adriana Costa reforçou a solidariedade do Sindeducação aos professores e suas famílias comunicando que a entidade já está adotando as medidas cabíveis para o enfrentamento dessa situação. Na oportunidade, o secretário Augusto Cássio Souza informou aos participantes que não existe o risco de nulidade de suas nomeações, pois o Município de São Luís não emitiu nenhum documento oficial tratando sobre este assunto e que a única ilegalidade existente neste caso é o atraso dos salários desses professores.

 “São profissionais que se dedicaram anos para passarem em um concurso público, uma realização de um sonho, eles foram aprovados e já tomaram posse, não há nenhuma irregularidade. É muito constrangedor porque você faz concurso e espera receber pelo seu trabalho. Isso mexe com a dignidade do ser humano. Nós, do Sindeducação, já estamos tomando as providências cabíveis. Vamos reivindicar à Secretaria Municipal de Educação (Semed) que o acerto dos salários desses profissionais seja realizado imediatamente, considerando que pode haver um erro administrativo nesse processo. Não vamos admitir que esses professores entrem na segunda semana de fevereiro sem os seus salários”, declarou Augusto Cassio Souza.

O Sindeducação já protocolou um ofício solicitando uma reunião, em caráter de urgência na Semed. No momento, a entidade aguarda o posicionamento da secretaria.

 

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IMPRENSA SINDEDUCAÇÃO

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