Categoria delibera novas ações para a campanha salarial 2018

Na tarde desta sexta-feira, 18, foi realizada a Assembleia Geral Extraordinária que teve como pauta deliberações e encaminhamentos para as próximas ações da Campanha Salarial 2018, discussão sobre jornada de trabalho docente e as novas orientações da Semed, além de outros informes.

Iniciada a assembleia a professora Elisabeth Castelo Branco fez um panorama sobre a atual situação da educação de São Luís e repudiou a postura da Prefeitura de São Luís e Secretaria Municipal de Educação que alardeia pela cidade que não tem recurso para reajustar o salário dos professores, mas em contrapartida, está promovendo seletivo para professores de alfabetização.

“O professor não pode perder a capacidade de indignação. Estamos lutando por reajuste, estamos lutando por jornada de trabalho. A Prefeitura de São Luís não oferece nada para essa categoria, tudo que conquistamos até hoje foi com luta. Precisamos estar atentos aos ataques que as Prefeituras e Governo do Estado estão fazendo contra  os trabalhadores”, disse a professora Elisabeth Castelo Branco.

O Assessor Jurídico do Sindeducação, Antônio Carlos Ferreira, iniciou a participação falando sobre a importância dos professores que estão com o processo de Titulação de comparecer ao Sindicato, pois até agora de 490 professores beneficiados somente 130 apresentaram documentação necessárias para dar início aos cálculos para execução. Outro processo exposto pelo assessor jurídico do Sindeducação foi o Fundef a menor, a ação solicita o bloqueio do repasse desse recurso para a Prefeitura de São Luís, dos 60% destinado para pagamento dos professores. No dia 04 de julho, já está agendada uma audiência de conciliação entre o Sindeducação e Prefeitura de São Luís, no Fórum Desembargador Sarney Costa. Explanou sobre a ação de abono permanência e falou também sobre a autorização da categoria para  ação de dissídio coletivo para pedir a revisão geral salarial dos professores.

A professora Josidete Barbosa, vice-presidente do Sindeducação, deu o posicionamento do Sindicato sobre o memorando que a Secretaria Municipal de Educação de São Luís enviou para as escolas. Segundo a vice-presidente a Semed tomou uma atitude unilateral sem dialogar com a categoria, por isso está havendo muitas dúvidas e entendimento errado em relação a esse documento. O sindicato apresentou o documento pontuando sobre a jornada de trabalho e recreio.

Deliberações

Durante a assembleia a categoria aprovou importante pontos:

1 – Paralisação das atividades para participação do Ato Unificado no dia 04 de junho de todos os professores municipais do Estado do Maranhão. A concentração será na Praça Maria Aragão, partir das oito horas da manhã.

2 – Paralisação de 48 horas dos professores da rede municipal de São Luís, proposta para os dias 11 e 12 de junho.

3 – Assembleia Geral para deliberar sobre a Greve Geral da categoria – proposta para o dia 30 de maio

4 – Ação de recomposição salarial

5 – Negociação dos 15 minutos de recreio com a Semed.

“A partir de agora a nossa luta é na rua e se for necessário na justiça. Vamos traçar estratégias diferentes para buscar a valorização da nossa categoria. Vamos continuar enfrentando a Prefeitura de São Luís pela garantia dos direitos dos Professores e, para que a nossa luta tenha resultado positivo, é necessário unidade, força e entendimento da nossa categoria”, disse a professora Elisabeth Castelo.

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