CAOS NA EDUCAÇÃO | Professores e pais de alunos da UEB João Mohana protestam contra descaso da SEMED

Presidente do Sindeducação prestou apoio e solidariedade aos professores e pais.

A Educação Municipal de São Luís assistiu, na última segunda-feira (1º), mais um protesto de pais de alunos que não suportam o descaso da Prefeitura de São Luís com a educação dos seus filhos, com as escolas sucateadas, falta de material didático, quantidade insuficiente de professores e coordenadores, dentre outros graves problemas denunciados, diariamente, pelo Sindeducação. Em razão das condições precárias da UEB João Mohana, no São Raimundo, a comunidade escolar realizou grande protesto na frente da escola, e os professores foram obrigados a suspender as aulas, por falta de condições mínimas de trabalho.

Assista:

A diretoria do Sindeducação prestou apoio e solidariedade aos pais e professores, durante o protesto. A presidente do sindicato, professora Elisabeth Castelo Branco, lamentou a situação dessa escola, tão importante para a população que mora no São Raimundo e áreas adjacentes, e com os professores, que estão trabalhando em local insalubre, perigoso, sem quaisquer condições de desenvolvimento das suas atividades pedagógicas, e ameaçados de relotação pela Secretaria de Educação.

Professora Elisabeth considera inadmissível situação das escolas da Rede Municipal.

“A situação de caos na Educação Municipal tem se tornado uma bola de neve, pois as escolas estão sem estrutura, e a SEMED, buscando maquiar a realidade, fecha a escola e relota professores para lugares distantes de suas residências, o que acaba prejudicando também os alunos, que muitas vezes acabam ficando em casa, sem estudar”, lamentou a sindicalista.

Segundo a professora, a SEMED precisa assumir que está sem rumo, perdida na gestão da Rede Escolar Municipal, e que precisa, em caráter de urgência, abrir diálogo com a sociedade civil organizada, da qual o Sindeducação faz parte. “Não é possível que só o prefeito Edivaldo Holanda Júnior não esteja visualizando a realidade das escolas municipais. Ministério Público, Imprensa, Sindeducação, Pais de Alunos, Professores, todos estão errados e a SEMED certa?”, indaga a dirigente.

Sala escura, forro caindo, infiltrações, alagamentos e choque nas paredes.

Fiações expostas no texto, propagam eletricidade pelas paredes úmidas. Total perigo!

Parte do forro já caiu, a outra metade ameaça desabar a qualquer instante.


Elisabeth finalizou a conversa com os pais e professores ressaltando a trágica situação da rede: “O pior, professores e pais, é que a SEMED trata a situação da UEB João Mohana como apenas mais uma dentre tantas outras da rede, a situação de precariedade das escolas virou regra, e não exceção”, finalizou.

MESMOS PROBLEMAS – Dentre as irregularidades encontradas na UEB, destacam-se, sanitários quebrados; lâmpadas queimadas; janelas e portas danificadas; mobiliário quebrado; paredes rachadas com ferragens expostas; e infiltração ocasionada pelas chuvas que atingem o teto cheio de goteiras.

As fiações expostas ocasionam vazamento de eletricidade pelas paredes, que em dias de muita chuva, e quando prosseguem úmidas, ocasionam choque em professores, alunos e populares que transitam pela frente do prédio.

Fiação elétrica exposta também em bebedouros. Perigo total!

“Queremos uma escola digna, a resolução dos problemas, pois de promessas do secretário já estamos cheios. Estamos buscando soluções para nossos filhos. Eles têm o direto de um ensino de qualidade. Essa é uma falta de respeito com o aluno, com o professor”, revoltou-se a mãe de aluno e moradora do São Raimundo, dona Rose Neves.

De acordo Joana Darc, mãe de aluno, o prefeito só faz uma maquiagem. Na propaganda oficial a escola é linda, mas na realidade é isso aqui, são essas as condições que nossos filhos estão submetidos. Crianças estão com medo de ficar aqui. Minha filha chegou em casa um dia em estado de choque. Isso é mais que absurdo”, disse.

Imprensa esteve no local e constatou a revolta de professores e da comunidade. 


Após a manifestação os pais deram início a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado, que será remetido, por meio do Sindeducação, à Promotoria de Educação e a Defensoria Pública Estadual, para as providências necessárias.

RECURSOS HUMANOS – Além dos problemas estruturais, a rede também enfrenta outros desafios. A UEB João Mohana, assim como outras unidades, perdeu funcionários administrativos, professores e coordenadores do quadro.

Segundo o Sindeducação, tanto os problemas estruturais quanto de pessoal, são frutos da falta de planejamento do Governo Municipal, que nos orçamentos de 2017 e 2018, não garantiu recursos para ações de manutenção e revitalização das unidades.

Imprensa Sindeducação.

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