Balanço da primeira semana de volta às aulas do segundo semestre na rede pública municipal de São Luís.

O segundo semestre do Calendário Escolar 2022 da rede pública municipal de São Luís iniciou nesta semana e, como já era previsto, as escolas da rede não voltaram 100% ao ensino presencial, mesmo sendo uma das promessas do prefeito Eduardo Braide para este ano. No último sábado (30 de julho), a Prefeitura de São Luís entregou à capital maranhense seis UEBs que passaram pelo programa “Escola Nova”, mas ainda não há o status atualizado das unidades que sofreram intervenções, das que ainda irão ser reformadas para voltarem ao ensino presencial, demanda que já foi solicitada pelo Sindeducação.

Nesta primeira semana de retorno, nossa diretoria seguiu com a ação de Blitz nas Escolas e encontrou muitos problemas nas unidades visitadas, que precisam de uma solução vinda da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Os espaços visitados foram: UEB Nossos Amiguinho no bairro do Tibiri (Zona Rural), UEB Estudante Edson Luiz, no bairro Gancharia (Itaqui-Bacanga) e Creche Elza Maria Rodrigues da Silva, na Cidade Operária.

O Sindeducação constatou nesta semana que o clima encontrado nos espaços escolares ainda é de descontentamento por falta de um planejamento maior da Semed em relação à carência de professores. Na UEB Estudante Edson Luiz, nossos diretores viram que não há profissionais  de gestão e coordenação da escola e que é preocupante a carência de professores, inclusive os profissionais informaram que, em conjunto, farão um documento com abaixo-assinado pedido solução para esta situação e que, caso a secretaria não atenda ao que está sendo solicitado, não os receba para uma reunião, poderão paralisar as atividades na escola, que, ainda apresenta problemas em sua infraestrutura, apesar de ter passado recentemente por uma reforma.

A falta de profissionais, desta vez de cuidadores, foi um problema encontrado na Creche Elza Maria. Já a situação da UEB Nossos Amiguinhos é preocupante. Há três semanas a secretária Caroline Salgado prometeu, em reunião com participação da comunidade escolar, que a Prefeitura daria início às obras em outro espaço, de terreno próprio, mas até o momento da visita da nossa diretoria, nada mais foi apresentado pela pasta para que a escola seguisse com as aulas presenciais neste segundo semestre. As aulas voltaram no mesmo anexo, que encontra-se em condições precárias para receber alunos (as) e os profissionais da educação, inclusive as aulas de 2 turmas estão sendo ministradas em um corredor.

Outra queixa recorrente, não somente nas unidades visitadas, mas que chegam a todo momento aos canais de atendimento do sindicato, trata-se sobre a forma como a Semed está conduzindo a reposição das aulas do período do movimento grevista deste ano, sugerindo os sábados ou aumento da carga horaria diária como alternativas. Mesmo que a pasta informe que a autonomia para a organização será da escola, os professores se sentem prejudicados e temem que o processo de ensino-aprendizagem fique ainda mais prejudicado, pois a assiduidade dos estudantes aos sábados é muito baixa, além de outros argumentos que já foram relatados à Semed pelo Sindeducação (falta de segurança nas escolas, frota de ônibus reduzidas aos finais de semana, etc.) para que se levasse em consideração o fim do período letivo para o início de 2023.

O Sindeducação, neste período de retorno das aulas, bem como toda a categoria, sente-se extremamente preocupado com a falta de um plano de enfretamento para diminuir os efeitos adversos oriundos da pandemia da covid-19 e que causaram impactos na educação pública do município de São Luís, principalmente em relação ao aprendizado de milhares de crianças.  Até o momento não há nenhuma diretriz na rede para recompor o aprendizado dos que foram prejudicados com o fechamento das escolas e com a falta de equipamentos necessários na adoção do ensino remoto. O Sindeducação reforça que é extremamente necessário e urgente apresentar ações de recomposição que utilizem propostas pedagógicas mais engajadoras, com metodologias possíveis, que possam reduzir em um curto espaço de tempo essa desigualdade educacional. 

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IMPRENSA SINDEDUCAÇÃO

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