Em Assembleia, professores de São Luís rejeitam contraproposta do governo municipal

13007230_1142079055838838_4934588590115532890_n

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada na manhã desta quinta feira, 21 de abril – data histórica de luta, os professores da rede pública municipal de São Luís, além de rejeitarem a contraproposta do governo municipal de 9,2% – parcelada em duas vezes, encaminharam a contraproposta de 13,68%.

Formaram a mesa a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação; o professor Benedito Oliveira Filho, diretor financeiro da entidade sindical; o advogado Antonio Carlos Araujo Ferreira, assessor Jurídico do sindicato; a professora Márcia Dutra, dirigente sindical; e José Maria Araújo, presidente do Sindmetal – sindicalista convidado para prestar solidariedade dos trabalhadores metalúrgicos aos educadores que estão juntos na luta por uma educação melhor.

13007357_1142079175838826_4566506314286059396_n

Depois da leitura da primeira e segunda chamada do Edital de Convocação (Errata) – a presidente do sindicato, Elisabeth Castelo Branco, explanou diversos assuntos debatidos durante a reunião da mesa de negociação com o governo, tais como: o serviço de vigilância nas escolas – nos turnos noturno e diurno; a portaria baixada no dia 4 de abril de 2016 que proíbe a devolução de professores; nomeação dos conselhos municipais de Educação e Fundeb; os direitos estatutários de 2015 que serão implantados na folha de abril; regularização do transporte escolar e alimentação; a construção de creches e escolas.

Ao iniciar as inscrições para os encaminhamentos de luta da categoria, mais de vinte professores se dispuseram a discursar e pontuar em relação à pauta de reivindicações 2016 e a contraproposta da Prefeitura de São Luís.

“Estamos revoltadas com a postura do governo municipal que estabeleceu um percentual injusto para nossa categoria, visto que a situação caótica da educação municipal vive num cenário de precarização do ensino. O reajuste de 9,2 % é um valor inviável que não condiz com a nossa realidade. Não aceitamos. Vamos lutar pelo percentual de 13,68%”, discursaram as professoras Isabel Cristina e Orffisa Surama.

IMG_20160421_113617140_HDR

Já o professor Severino Albuquerque disse que discursos muito acalorados podem desconstruir a real luta da categoria. “Discursos fortes e altos tendem a perder basicamente o foco dos encaminhamentos. Temos que ser objetivos e apresentar uma proposta embasada de forma inteligente sem que prejudique as negociações propositivas com o governo e até mesmo na apresentação durante a assembleia”, frisou o educador.

IMG_20160421_114035165

Infelizmente, discursos de algumas pessoas descompromissadas com a classe de educadores, tentam desconstruir a luta por melhorias no sistema educacional de São Luís – muitos utilizam e vem utilizando o palco da assembleia para se beneficiarem politicamente; para fazerem política partidária; para desvirtuarem a política sindical de interesse da categoria, ou seja, são militantes oportunistas que corrompem o verdadeiro sentido da pauta reivindicada. INFELIZMENTE ISSO AINDA TEM ACONTECIDO. FIQUE ATENTO PROFESSOR!

 “A proposta da Prefeitura é indefensável, é impensável. Fizemos os cálculos e a classe de professores sairá prejudicada. O percentual de reajuste apresentado é muito abaixo do piso nacional, haja vista que a conjuntura educacional da rede de ensino municipal apresenta um cenário caótico – o que é pior – a desvalorização por parte da gestão municipal que descumpre o direito dos educadores, e o acesso a educação básica”, mencionou a presidente Elisabeth Castelo Branco.

Em resposta as negociações, o governo municipal apresentou a contraproposta de 9,2% parcelada em duas vezes sob alegação de que o país está vivenciando uma crise econômica e financeira irreparável. A Prefeitura alega tal fato, mas não comprova redução de receita, pois os repasses da educação continuam em dia, pelo Governo Federal.

Os professores da rede municipal, em assembleia, demonstraram mais uma vez que estão dispostos a lutar incessantemente contra as omissões da Prefeitura de São Luís levando uma nova proposta – tendo em vista a realidade do contexto educacional do município.

A direção do Sindeducação – gestão “Renovar e Avançar na Luta” continuará cobrando; e vai solicitar mais uma reunião com a mesa de negociação para apresentar a contraproposta votada em Assembleia.

Nesta assembleia a categoria decidiu a seguinte agenda:

Outra Assembleia Geral está marcada para o dia 30 de abril com inicio às 08:30 da manhã com a seguinte pauta: Continuação da discussão do reajuste/data base 2016; Eleição da Comissão para Construção do Projeto de Gestão Escolar; e outros informes.

Nos dias 28 e 29 de abril será elaborada e articulada uma grande movimentação de luta da classe em virtude da omissão da Prefeitura de São Luís pelo descumprimento dos direitos e o acesso a educação de qualidade.

Vamos levantar a cabeça e lutar pelos nossos direitos enquanto eles estiverem ameaçados. Juntos somos imbatíveis contra essa gestão municipal omissa.

Acompanhe os comunicados oficiais no site e nas redes sociais do Sindeducação. Fique atento professor!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *