ASSEMBLEIA GERAL | Professores ratificam paralisações de advertência e luta em defesa do reajuste de 32,15%

Cerca de 300 professores participaram da Assembleia Geral.

Os professores da Rede Municipal encaminharam, em Assembleia Geral realizada nesta terça-feira, 18, no auditório da Real Promoções, Turu, assuntos de interesse da categoria. Os educadores alinharam estratégias de mobilização e a agenda de paralisações da categoria, nos dias 3, 17 e 18 de março, contra a política de arrocho salarial do Governo Municipal do Prefeito Edivaldo Holanda Júnior, e em defesa do reajuste de 32,15%, referente aos anos de 2017/2018/2019 e 2020.

Nos informes, a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, fez uma retrospectiva da Vigília realizada pela categoria na Câmara Municipal, e falou dos aspectos específicos do PL do Abono Salarial remetido pela Prefeitura, e quais implicações caso seja aprovado sem as alterações propostas pelo sindicato. A sindicalista também ressaltou a importância da Plenária realizada pelo sindicato no dia 7 de fevereiro, que aprofundou o debate e o nível de entendimento dos educadores sobre o assunto.

Professora Elisabeth repassou informes e fez análise conjuntural da luta em defesa dos direitos da categoria.

A assembleia, que reuniu cerca de 300 educadores, contou com a participação do professor Cleiton Gomes, diretor da Secretaria de Municípios da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade que representa cerca de 5 milhões de profissionais da Educação em todo o país. Na sua fala inicial, expressou preocupação com o debate sobre o Novo FUNDEB, e disse que o recurso precisa ser aprovado em caráter permanente.

O dirigente nacional também falou sobre a importância da luta dos professores na Câmara Municipal de São Luís, pontuando que a presença da categoria naquele espaço serve para pressionar os vereadores a tomarem consciência do papel que lhes cabe, na fiscalização do Executivo e da Educação Pública.

Cleiton Gomes traçou panorama nacional e local da luta dos educadores, e parabenizou a luta dos educadores ludovicenses.

“A presença dos professores fez com que o Presidente da Câmara recebesse a direção do Sindeducação; e mais, fez com que o vereador, representante da Constituição da Comissão de Justiça assumisse um compromisso de votar a favor das propostas do Sindeducação. Não é apenas por um Abono Salarial, faz parte da luta política e de resistência, agora, é hora de avançar e cobrar daquela Casa, o que a Educação Pública merece”, ressaltou o dirigente nacional da CNTE.

Os profissionais do Magistério também realizaram debate e votação para a escolha dos novos membros, titulares e suplentes, do Conselho Municipal de Educação – CME/São Luís, para o quadriênio 2020-2024. Se candidataram os professores Antonísio Furtado; Domingos Silva; Elisabeth Castelo Branco; Gleise Sales; Nathália Karoline; Leonel Torres e Sheila Bordalo.

Elisabeth Castelo Branco e Domingos Silva foram os professores mais votados, com 122 e 77 votos, respectivamente, e garantiram as duas vagas de representação da categoria no CME.

Votação para escolher os novos membros do CME São Luís. Professora Elisabeth foi a mais votada, com 122 votos.

Professora Elisabeth e professor Domingos eleitos membros titulares do CME. Professora Sheila Bordalo, de branco, garantiu uma suplência ao lado do professor Leonel Torres, que não está na imagem.

Leonel Torres e Sheila Bordalo, com 67 e 52 votos, respectivamente, foram eleitos para a suplência do conselho.

CAMPANHA SALARIAL – Os professores decidiram fortalecer a luta em defesa do reajuste salarial, para que a Prefeitura de São Luís abra negociação com a categoria. A professora Elisabeth conclamou os educadores presentes a reforçarem a luta da categoria pela implantação do reajuste salarial, e argumentou que a Prefeitura de São Luís, mesmo tentando, não conseguiu esconder a capacidade financeira que o município tem, atualmente, de garantir o reajuste e sanar as perdas salariais da categoria.

O Prefeito tem seus últimos meses para fazer o que a lei manda, dar o reajuste anual da categoria, e pode fazer mais, pagar todos os 32,15% que deve aos profissionais da Educação. Abono não irá nos calar, é um dinheiro nosso e por isso vamos receber, mas a luta continua”, reforçou a dirigente.

Professora Nathália Karoline fez um discurso de reflexão, questionando: se o professor não pode deixar de dar aula um dia para defender seus direitos e vir à assembleia, como é que ele vai lutar por melhores condições de trabalho ou mesmo pelos seus direitos estatutários?

GRITO DA RESISTÊNCIA – Após a realização da assembleia, os professores deram o Grito da Resistência, e ao som de Tereza Canto, que energizou os professores presentes, o Sindeducação sorteou brindes para a categoria.

Professora associada recebe brinde das mãos da presidente.

O sindicato disponibilizou, aos professores que têm filhos pequenos, um espaço infantil com cuidadores para que os educadores pudessem participar da assembleia. Piscina de bolinhas, cama elástica, rodas de leituras, dentre outros, foram algumas das atrações desse espaço.

As dirigentes Gleise Sales, Raimunda Gualberto, Mary Lourdes, e o assessor jurídico do sindicato, advogado Antônio Carlos Araújo, também participaram da assembleia.

Imprensa Sindeducação.

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