Aprovação da Reforma Administrativa no Plenário é negociada pela base aliada de Jair Bolsonaro

Conforme divulgado nos canais de comunicação do Sindeducação, a aprovação da PEC 32/2020, da Reforma Administrativa, avança. Várias manobras da base aliada do governo Bolsonaro foram feitas na última votação da Comissão Especial. Aprovada às pressas, com várias alterações no texto, sucessivas trocas de parlamentares foram realizadas nesta comissão – oito no total – para garantir a maioria de votos. Entre os pontos mais polêmicos, o texto aprovado manteve a cooperação com a iniciativa privada, as contratações temporárias de servidores por até dez anos e preservou os benefícios de juízes e promotores, como as férias de 60 dias.

Vendo que poderia perder a votação, por exemplo, a base governista colocou a bancada do Partido Novo na comissão (sete parlamentares), sem nenhum critério de proporcionalidade. Lembrando que este é o partido que sonha com a Reforma Administrativa, pois tem, entre seus princípios ideológicos o completo liberalismo, o esfacelamento do Estado e a perspectiva de concentrar renda nas mãos de poucos sugando a população brasileira com impostos e livrando os super-ricos.

Vale destacar que a PEC 32 permite a terceirização de tudo, representa a possibilidade de a iniciativa privada ser contratada para prestar serviços de responsabilidade do poder público, haverá o predomínio de indicações políticas, ou seja, a legalização da corrupção.  Um exemplo claro, caso seja aprovada, é de que, se um prefeito que não tiver o apoio dos servidores públicos da educação, seja por qualquer motivo, ele poderá afastar os servidores e fazer acordo com a iniciativa privada.

Fique atento:

O Governo negocia votos para aprovar a PEC 32. Apesar de não estar pautada na Câmara nesta semana, o Centrão (bloco do “toma lá, dá cá”) atuará nos próximos dias para conseguir os votos necessários, negociando emendas e cargos, uma aliança já escancarada de Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.

Contra a iniciativa da base aliada, de comprar deputados na busca de 308 votos necessários (em dois turnos de votação no plenário da Câmara, para então ser encaminhada ao Senado), é necessário que o funcionalismo público e todos aqueles que dependem da prestação dos serviços públicos estejam ainda mais mobilizados. As ações em Brasília, de pressão aos parlamentares, organizadas por entidades representativas de classe são muito importantes, e estão sendo intensificadas, com mais caravanas, mas não são suficientes, pois a pressão necessita estar em cima dos deputados e ser feita por nós, cidadãos.

Mais do que nunca, é hora de aumentar a pressão contra os parlamentares, fortalecer a construção dos atos do dia 2 de outubro e dialogar com a população, mostrando as consequências da aprovação da PEC 32 para o país!

_________

IMPRENSA SINDEDUCAÇÃO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *