​NOTA – GREVE DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE SÃO LUÍS

FOTO GREVE

O Sindeducação informa à sociedade em geral que a categoria de professores da rede pública municipal decidiu em Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida na última quinta-feira, 19 de maio, iniciar uma GREVE GERAL por tempo indeterminado a partir do dia 25 de maio de 2016.

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SEMED), insiste em propor o índice de reajuste parcelado, oferecendo o pagamento de 10,67% em duas parcelas – com a implantação de 5,0% (cinco por cento) na folha do mês de junho retroativo a janeiro; e a segunda de 5,40% (cinco ponto quarenta por cento) no mês de novembro, sem retroativo. Em assembleia, a categoria rejeitou a proposta de parcelamento e votou pelo percentual de 11,36% de forma integral.

Os professores vivenciam uma luta diária em prol da educação pública da capital. A realidade é que o PROFESSOR é a classe mais desvalorizada e desrespeitada na gestão do Prefeito Edivaldo Holanda Júnior – que se mantém intransigente aos direitos desta categoria que tanto contribui para a formação e desenvolvimento da sociedade ludovicense. Tal realidade insere o docente em um contexto crítico, em que trabalha em condições precárias; falta de formação continuada e péssimos salários.

A precarização da educação pública

A situação das escolas em nossa cidade é assolada pela incompetência e o péssimo gerenciamento do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. E o resultado do seu compromisso com a educação pública são escolas com infraestrutura precária e sem condições de funcionamento.

Hoje, passados mais de três anos, pelo menos 80% das 281 escolas que integram o sistema educacional da capital maranhense, apresentam-se em condições absolutamente inapropriadas para abrigar alunos – várias delas correm sérios riscos de desabamento em função da infraestrutura degradada e a grande maioria vulnerável às ações de criminosos, pela total ausência de segurança. Em algumas unidades chove dentro do espaço e prejudica o andamento dos dias letivos, causando um atraso significativo no processo educacional.

Diante do atual cenário sistemático e estrutural da educação municipal, a proposta de parcelamento se torna desrespeitosa com a classe de professores, que apesar das dificuldades, permanecem realizando o seu trabalho. Por isso, a realidade caótica do ensino tem fragmentado e enfraquecido o contexto educacional de São Luís e consequentemente afetado o processo ensino/aprendizagem dos alunos.

Desta forma, o Sindeducação reitera que o enfrentamento de tal situação, não somente se limita à pretensão salarial, como também, a amplitude da implementação de políticas educacionais em nossa sociedade.

Contudo, o anseio do Sindeducação gestão “Renovar e Avançar na Luta” é lutar por uma educação pública de qualidade para que as nossas crianças e os nossos adolescentes possam evoluir e construir um futuro melhor.

2 Comentários

  • Polêmico disse:

    É os pobres dos seletivados que recebem o mesmo salário desde 2013????? Eles têm direito a não ter direito?

  • Elisbeth disse:

    No G1 Ma aparece reportagem sobre manutenção em funcionamento de 30% das escolas. A organização para tal coisa não está acontecendo pelo menos não chegou em minha escola

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