Sindeducação visita escolas no primeiro dia de aula

A diretoria do Sindeducação visitou as escolas do núcleo Cidade Operária para verificar as condições das Unidades de Ensino Básico.  O objetivo é averiguar se os problemas nas UEB’s que passaram por reformas foram sanados e as intervenções prometidas pela Secretaria Municipal de Educação foram concretizadas.

“Estamos indo nas escolas para saber as condições que estão após as férias. Sobretudo porque nas reuniões que aconteceram entre o Sindeducação, a Semed e o Ministério Público foi prometido pelo Secretário de Educação, Raimundo Moacir Mendes Feitosa, que após as férias as intervenções já estariam concluídas e as escolas em condições ideais para alunos e professores. Mas, pelo que presenciamos nessas visitas de hoje, muita coisa ainda precisa melhorar, destacou a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco.

Cidade Operária

As diretoras do Sindeducação percorreram as UEB’s Tancredo Neves, Pastor Estevam, Ribamar Bogéa – pólo, Ribamar Bogéa – Anexo I, Santa Clara.

UEB Tancredo Neves

Fechada em fevereiro deste ano para reforma, sete meses paralisada, a UEB Tancredo Neves voltou às atividades nesse primeiro de agosto. De acordo com a direção da escola, devido ao tempo de paralisação, a UEB perdeu alunos, cerca de 200, e mesmo depois desse tempo, a escola ainda apresenta problemas antigos. As salas não foram climatizadas, a parte elétrica não foi concluída e a quadra está interditada, sem condições de uso, apresentando os mesmos problemas como piso cheio de buracos, alambrados danificados, falta de iluminação, balizas quebradas. A escola não apresenta carência de professores, pois como a perda de alunos algumas turmas foram fechadas e alguns professores foram relocados.

UEB Pastor Estevam

Após 15 anos de existência, vários problemas e queixas de pais, alunos e professores, a UEB Pastor Estevam nunca passou por reforma, apesar dos pedidos e reivindicações da comunidade escolar.

A escola possui muitos problemas de infraestrutura, como vasos sanitários sem condições de uso, pias quebradas, chuveiros sem funcionar e comprometimento do forro das salas. Na época das chuvas, a escola fica alagada e duas salas estão sem funcionar há meses, apesar da demanda de alunos de espera. O anfiteatro está sem condições de uso há anos e falta segurança nas dependências da escola.

“Esperamos que a Semed cumpra o que prometeu na reunião no Ministério Público, onde foi discutida as condições da UEB Pastor Estevam. Segundo a Secretaria de Educação, os problemas seriam solucionados durante as férias, mas não visualizamos nenhuma intervenção na escola e tudo ainda está como antes, uma vergonha. Repudiamos essa falta de cuidado com a educação de São Luís’, disse a presidente do Sindicato, professora Elisabeth Castelo Branco.

UEB Ribamar Bogéa – pólo

Depois de reformada a Escola Ribamar Bogéa – pólo, voltou às atividades normais no dia primeiro de agosto. A escola funciona do 5º ao 7º ano pela tarde, e do 6º ao 9º ano pela manhã e segundo a direção escolar, não há carência de professor. Apresenta condições boas de infraestrutura, apesar da climatização das salas ainda não ter sido efetivada e faltar acabamento em alguns espaços do prédio.

Anexo I do Ribamar Bogéa

As atividades na UEB anexo de educação infantil foi iniciada no dia 01 de agosto. As salas estão climatizadas, mas os ventiladores foram retirados das salas, segundo as professoras, sem nenhuma explicação. Outro problema que chama a atenção na UEB é a localização do refeitório. As crianças ficam expostas ao sol na hora do lanche e quando chove ficam na chuva. De mudança no refeitório, apenas as cadeiras.

UEB Mata Roma

Paralisada desde fevereiro, a UEB Mata Roma continua paralisada e abandonada. O mato tomou conta da área externa, o pouco material de construção que existia foi desperdiçado e o local serve de ponto de uso de droga.

O Sindeducação tem feito, ao longo do ano, várias visitas à escola e inúmeras denúncias sobre a situação da mesma.

“Já são sete meses de prejuízo para os alunos dessa escola, sete meses e nada de reforma. O Ministério Público precisa tomar providências para que esses alunos não percam o ano. Já fizemos a denúncia na Promotoria de Educação e vamos novamente levar ao conhecimento dessa problemática à justiça, disse a vice-presidente do Sindeducação, professora Josidete Barbosa.

Segundo a professora Elisabeth Castelo Branco, novamente a Prefeitura de São Luís e a Semed não cumpriram o prometido diante do Ministério Público.

“Novamente não existiu nenhum planejamento e o que se viu foi falta de organização na execução das reformas das escolas. Muito foi prometido e pouco efetivado. O Sindeducação vai continuar vigilante e denunciando o descaso que vive a educação de São Luís”, garantiu a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco.

 

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