Sindeducação visita escolas e denuncia a situação precária da rede pública municipal

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O Sindeducação – gestão Resistir, Lutar e Avançar nas Conquistas, na manhã desta segunda-feira, 16, deu continuidade aos trabalhos de visitas às escolas da rede pública municipal de São Luís.

A entidade sindical ampliou a sistematização de informações e, atualmente, conta com um formulário de pesquisa sobre os problemas físicos e aspectos pedagógicos, além da organização administrativa dos espaços escolares. Todos os materiais colhidos serão encaminhados ao Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, no sentido de requerer providências imediatas do órgão fiscalizador.

Durante as visitas, a diretoria averiguou a situação das UEbs Ana Lúcia Chaves Fecury e José da Silva Rosa, que se encontram em reforma e até o momento não foram entregues à comunidade escolar.

Relembre

A UEB José da Silva Rosa, localizada no Bairro São Bernardo, por causa da deficiência estrutural, foi afetada pelo intenso período chuvoso deste ano, onde alunos e professores tiveram que suspender as atividades letivas para tentar impedir que as salas de aulas fossem inundadas; apesar dos esforços dos alunos, a água tomou conta do espaço escolar. A situação precária foi exposta nas redes sociais em tempo real e causou revolta diante da negligência do gestor da pasta Educacional, que tinha conhecimento da vulnerabilidade da escola. A unidade de ensino recebeu pintura; as instalações elétricas e hidráulicas foram trocadas e as salas climatizadas. Porém, com a chegada das chuvas, a situação pode se repetir, pois não houve providência eficaz para evitar o problema.

Já a Unidade de Ensino Ana Lúcia Chaves Fecury, foi alvo de incêndio criminoso em outubro de 2016, período das eleições municipais. Os pavimentos do prédio consumidos pelo fogo foram interditados. Após um ano, com a reforma do local, a parte afetada foi toda restruturada. Além dos reparos das instalações elétricas e hidráulicas, a escola foi pintada e será climatizada.

Infelizmente, o resultado positivo não foi alcançado em toda a rede de ensino e muitas escolas permanecem em estado caótico.   As péssimas condições da UEB Antônio Vieira ainda são alarmantes. O Sindeducação juntamente com os professores, pais e alunos lutaram por melhorias no espaço escolar, que apresenta condições inviáveis de funcionamento e a falta de infraestrutura ocasionou um acidente dentro da escola, onde uma lâmpada caiu na cabeça da professora durante a aula. O Sindeducação apresentou denúncia ao Ministério Público e solicitou providências, uma vez que a vida dos docentes e discentes estavam vulneráveis. Os pais também procuraram o MP para pedir a intervenção do órgão. A Secretaria Municipal fez alguns paliativos, mas as problemáticas são graves e comprometem a segurança da comunidade escolar. A quadra do local é sucateada e as proteções laterais estão em ponto de desabar.

Nas escolas Anexo Nossa Senhora da Aparecida, Vila Brasil, e Luís Rego, Vila Itamar, o abandono é notório e vergonhoso para a Administração Pública, que utiliza do meio publicitário para expor inaugurações de um número ínfimo de escolas, como um trabalho de compromisso com a sociedade. Apesar do teor marqueteiro a realidade dos espaços escolares é de conhecimento da sociedade em geral. O clamor da população maranhense é de que o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior tenha vontade política para investir em políticas educacionais. “ Nós vivemos abandonados pelo governo, sem direitos e sem valor. Só valemos algo em período eleitoral, desabafou a senhora Maria das Graças Soares, moradora do bairro São Bernardo.

Com estrutura precária e sem as mínimas condições para o desenvolvimento do processo ensino e aprendizagem, a UEB Nossa Senhora Aparecida funciona em prédio alugado. As salas de aulas não têm ventiladores e os ambientes deteriorados não despertam o interesse do aluno; os esgotos dos banheiros são expostos e toda sujeira acumulada fica em contato com as crianças e professores. A biblioteca, que é cedida pela Igreja Católica, não pode ser utilizada, pois o forro está cedendo e pode desabar, porém não é de interesse da Semed reparar o local para que os alunos tenham essa aproximação com a leitura.

A UEB Luís Rego também sofre com a omissão da Administração Pública. Salas sem ventiladores e iluminação adequada, banheiros em situação degradante, além da estrutura deteriorada. Vale ressaltar que o Sindicato denunciou ao poder público a situação da mesma em 2013, quando foi fechada para reforma e entregue após um ano.

O Sindeducação continuará vigilante a situação das escolas da rede municipal de São Luís, bem como atuará de forma incisiva na cobrança de responsabilidade do poder público. “ A voz da nossa luta não cessará; continuaremos fiscalizando, denunciando e cobrando a garantia dos direitos dos professores e dos alunos, que são os protagonistas no processo de construção da Educação”, salientou a secretária de Assuntos Jurídicos, professora Raimunda Rodrigues.

 

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