Sindeducação mantém ações durante suspensão da greve

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A gestão Resistir, Lutar e Avançar nas Conquistar continua trabalhando a todo vapor enquanto o Ministério Público analisa a folha de pagamento do Magistério para a concessão do reajuste dos professores.

Enquanto aguarda o prazo final pedido pelo Ministério Público, o Sindeducação mantém uma vasta agenda de compromisso entre visitas ao Ministério Público, mapeamento de escolas, reunião com comando de greve, encaminhamento de ofício à SEMED solicitando a retomada da mesa de negociação, entre outras ações.

“Durante esse tempo em que a greve está suspensa, estamos envolvidos em diversas atividades no sindicato. Visitando o Ministério Público, intensificamos a aplicação dos questionários nas escolas para ter um diagnóstico preciso das condições de infraestrutura, administrativa e pedagógica de toda a rede municipal e ainda cobrando da Prefeitura de São Luís a retomada da mesa de negociação para os outros itens da pauta de negociação”, disse a Presidente do Sindeducação, Professora Elisabeth Castelo Branco.

Visita à Promotoria de Educação

Durante o período de avaliação da folha de pagamento do Magistério por parte do Ministério Público, a diretoria do Sindeducação esteve na Promotoria de Educação para acompanhar o trabalho da equipe técnica contábil do Ministério Público que está analisando a viabilidade financeira para o reajuste da categoria.

A Semed foi intimada a ceder toda a documentação para os técnicos do MP que iniciaram o trabalho de análise no dia 14 de setembro, data em que receberam a documentação completa da SEMED. Por outro lado, o Sindeducação contratou técnicos do DIEESE, para fazerem a análise da documentação e comparar com o estudo da Ministério Público.

Mapeamento de Escolas

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Desde a suspensão da greve, a diretoria do Sindeducação vem intensificando a aplicação dos questionários nas escolas que vai traçar a real situação em que se encontra a educação pública municipal de São Luís.

O questionário foi elaborado a fim de esclarecer todos os dados referentes às questões de infraestrutura das unidades de ensino, questões pedagógicas e administrativas.

Após 20 dias do início da aplicação do questionário nas escolas públicas municipais, cerca de 200 escolas já foram visitadas pela diretoria do Sindeducação. “A partir da tabulação desses dados vamos ter um raio x completo das escolas pública municipais de São Luís, por exemplo, a quantidade de alunos na rede, as condições de infraestrutura de todas as escolas, a quantidade de profissionais administrativos que existem e ainda poderemos comparar qual núcleo tem melhores condições de funcionamento e as principais deficiências de cada escola de São Luís”, disse a professora Josidete Barbosa, vice-presidente do Sindeducação.

Solicitação da Retomada da Mesa de Negociação

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Dando seguimento às ações que foram implementadas pela Diretoria do Sindeducação durante a suspensão da greve, o Sindicato encaminhou o ofício nº 231/2017 para o Secretário de Educação de São Luís, Raimundo Moacir Mendes Feitosa, solicitando a reabertura da mesa de negociação para dar continuidade às discussões dos demais itens da pauta de reivindicação da Campanha Salarial de 2017.

Em resposta ao ofício, datada do dia 25 de setembro, mais uma vez o Secretário de Educação, Moacir Feitosa se nega a receber os professores e protela o reinicio das negociações, vislumbrando a retomada da mesa de negociação somente depois do resultado da análise dos documentos encaminhados ao Ministério Público.

“Mais uma vez o secretário de Educação protela o reinicio da mesa. As nossas discussões não são somente financeiras, temos uma lista de reivindicação e precisamos dar seguimento a esses pontos, não podemos esperar mais”, disse a professora Elisabeth Castelo Branco.

Assembleia Geral

Durante reunião realizada na sede do Sindicato com o Comando de Greve, ficou acertado a realização de uma Assembleia Geral para deliberar sobre a resposta do Ministério Público e o reajuste dos professores e ainda sobre a suspensão da greve.

“Assim que tivermos um posicionamento do Ministério Público, vamos nos reunir para avaliar a resposta sobre o nosso reajuste e os próximos passos que o movimento grevista vai tomar. É necessário que continuemos mobilizados e coesos para discutirmos e votarmos no que for melhor para a categoria”, avaliou a professora Elisabeth Castelo Branco.

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