Não a Reforma da Previdência: Sindeducação participa de Ato Público.

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A diretoria do Sindeducação participou na manhã de hoje, 05 de dezembro, do Ato Público Unitário contra a reforma da previdência que está para ser votada em Brasília. Participaram da mobilização, também, as centrais sindicais Força Sindical, CUT, CTB, CSB, NCST, CSPConlutas e sindicatos alinhados.

Desde às 06 da manhã os trabalhadores ocuparam a BR 135, na altura do quilômetro 04 e a Avenida dos Portugueses, na altura da UFMA parando a cidade. O movimento teve o apoio da população que ouviu atenta as explicações sobre os malefícios da implantação da reforma da previdência pelo governo golpista de Michel Temer.

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Para a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação, esse é mais um momento importante para a vida do trabalhador e a união de todos é necessária para impedir a votação dessa reforma. “Precisamos estar atentos, vigilantes e mobilizados para barrar a votação dessa reforma da Previdência que é um retrocesso e só retira os direitos da classe trabalhadora conquistados com muita luta”, declarou a presidente do Sindeducação.

“Estamos hoje irmanados aqui nesse protesto que pretende sobretudo conscientizar a sociedade para que ela não tenha a concepção errada de que essa reforma é boa. O protesto é válido porque está falando para o trabalhador, para a sociedade que não é possível implementar uma reforma que ao invés de garantir direitos, retira-os, então esse momento é importante para incutir no trabalhador que é necessário que ele se politize e adquira consciência política, só assim conseguiremos barrar as atrocidades que estão acontecendo hoje com o Brasil”, disse Frazão Oliveira, presidente da Força Sindical no Maranhão.

Já a presidente da Central Única dos Trabalhadores, Adriana Oliveira disse que hoje é mais um dia de luta pela causa do trabalhador. “Estamos hoje defendendo os trabalhadores, as mulheres, os homens, os jovens, as crianças. Não podemos deixar que essas ditas reformas passem por que isso é um retrocesso para o Brasil, para os trabalhadores. Não podemos deixar que nossos direitos conquistados com muita luta e morte sejam retirados na calada da noite”, disse a presidente da CUT.

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Depois de mais de duas horas de protesto pacífico, e com a via crescente da BR 135 completamente interditada, gerando engarrafamento de mais de 10 Km que chegou até a rodoviária de São Luís, os sindicalistas liberaram a via e foram ao encontro dos demais manifestantes que estavam concentrados na região do Anel Viário, depois de saírem em caminhada da Avenida dos Portugueses.

“Fizemos mais uma vez um movimento de sucesso, conseguimos atingir os trabalhadores que se reuniram e atentos ouviram os malefícios que a reforma da previdência vai trazer para todos nós. Agora é continuar a mobilização e nos mantermos alertas para dar uma resposta ao governo golpista do Temer”, finalizou a professora Elisabeth Castelo Branco.

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No final de novembro, o presidente golpista Michel Temer lançou a “terceira versão” da Reforma da Previdência sob o nome de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287.

O novo texto agora fixa o tempo mínimo de contribuição em 15 anos para trabalhadores do setor privado e 25 anos para servidores públicos. Antes, o governo propunha 25 anos para todos.

Já a idade mínima para solicitar a aposentadoria não sofreu alteração em relação à versão anterior. Com isso, permanece a proposta de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens. O mesmo se dá com o tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria integral, que foi mantida em 40 anos.

As regras de transição propostas anteriormente também permanecem. Essa é uma modalidade que não existe no regime atual do país e surgiu com a PEC 287. A idade mínima para usufruir da regra seria progressiva. Para as mulheres, por exemplo, será a partir de 53 anos e, para os homens, a partir de 55.

No caso da aposentadoria rural, a idade mínima continuaria sendo de 55 anos para mulheres e de 60 para homens, com 15 anos de contribuição, mas a partir de 1º de janeiro de 2020 será acrescido o tempo de 2 anos até atingir o teto 30 e 35 anos, respectivamente. Levando em conta que cerca de 80% desses trabalhadores começam a trabalhar aos 14 anos, para ter a aposentaria integral, eles terão que trabalhar pelo menos 46 anos.

 

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