NACIONAL | CNTE se soma à Marcha das Margaridas em defesa da democracia e contra a retirada de direitos

Cem mil mulheres do campo, da cidade, da floresta e das águas marcharam nesta quarta-feira (14), em Brasília (DF), em defesa de um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência. A caminhada da Marcha das Margaridas começou às 7h no Eixo Monumental e terminou por volta de meio dia, na Esplanada dos Ministérios. As ativistas reivindicaram um país como mais oportunidades para todos e trouxeram questões específicas enfrentadas pelas mulheres rurais, como os diversos tipos de violência, o preconceito, a falta de reconhecimento do trabalho produtivo e doméstico, entre outros temas. A CNTE esteve presente no ato e na construção da Marcha das Margaridas – os sindicatos filiados vieram de todas as regiões do país e participaram ativamente da manifestação.

EM TEMPO As dirigentes do Sindeducação, professoras Elisabeth Castelo Branco e Silvia Lilia Veras também participaram da Marcha das Margaridas ao lado dos dirigentes da CNTE, reforçando a luta em defesa dos direitos e garantias sociais. As representantes dos educadores ludovicenses estavam em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 14, para acompanhar, também, o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 528, que busca vincular os R$ 90 bilhões dos precatórios do FUNDEF para o Magistério. O julgamento foi suspenso por um pedido de vistas do presidente do STF, ministro Dias Toffoli.

Dirigentes do Sindeducação e CNTE unidos em defesa de direitos, durante a Marcha das Margaridas 2019.

 

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A secretária de relações de gênero da CNTE, Berenice D’arc, avalia: “A marcha traz eixos importantes, entre eles dois que são fundamentaiss para a nossa luta: o da educação pública e o da reforma da previdência. Então nós, da direção da CNTE, entendemos que esse é um momento de resistência à retirada de recursos da educação, e à tentativa de aprovar uma reforma da previdência que prejudica diretamente as mulheres – lembrando que a nossa categoria tem amplo número de mulheres na base”.

Para Berenice D`arc, é importante destacar a luta que vai além da educação e explica que é preciso reforçar a relação entre as mulheres do campo e da cidade: “A marcha das margaridas traz o debate sobre a sustentabilidade e a luta contra os agrotóxicos. O governo não tem mostrado nenhuma vergonha de apoiar o agronegócio mesmo se isso colocar em risco a saúde dos povos indígenas e das mulheres do campo, que lidam diretamente com plantações. Aliás a saúde das mulheres também vem sofrendo ataques do governo e é um dos eixos de reivindicação da Marcha”.

> Acesse a plataforma política das Margaridas, documento que reúne as propostas amplamente debatidas por milhares de mulheres do campo, floresta e águas do Brasil.

Na avaliação geral da secretária de relações de gênero da CNTE, Berenice D’arc, foi uma marcha muito positiva: “Esse foi um dos maiores movimentos organizados dos trabalhadores neste ano e que também trouxe a pauta do restabelecimento da democracia do país, que está sendo desrespeitada, da Constituição, dos direitos que estão sendo retirados, então a marcha é uma ação vitoriosa. Hoje tivemos 100 mil pessoas na esplanada dizendo não ao governo Bolsonaro machista, racista e homofóbico”.

Sobre a Marcha das Margaridas

A Marcha das Margaridas é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta que integra a agenda permanente do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e de movimentos feministas e de mulheres. A primeira edição, em 2000, reuniu cerca de 20 mil agricultoras, quilombolas, indígenas, pescadoras e extrativistas de todo o Brasil. O nome da marcha é uma homenagem à trabalhadora rural e líder sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 quando lutava pelos direitos dos trabalhadores na Paraíba.

 

Fonte: CNTE, com informações do Sindeducação.

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