MOBILIZAÇÃO | Bloco Resistir para Existir desfila irreverência e cobra direitos dos professores da Capital

O Bloco Resistir para Existir, dos educadores da Capital, saiu às ruas nesse sábado, 23, com muita irreverência para denunciar o descaso da Prefeitura de São Luís e Secretaria Municipal de Educação (SEMED) quanto às reivindicações da categoria, que está há dois anos sem reajuste salarial. As professoras aposentadas participaram ativamente do momento.

A concentração ocorreu na Praça da Bíblia, e seguiu com cortejo ate o bairro Madre Deus, que concentra a folia nesse período momesco. Apesar das fortes chuvas que ocorreram durante todo o dia na cidade, não faltou alegria e o grito de indignação com o momento político que o país atravessa, onde o Professor tem sido alvo de vários ataques e projetos legislativos reacionários.

Abadá, acessórios carnavalescos, bandinha, e o principal não podia faltar – a marchinha que embalava os foliões: “Professor na Rua a culpa é tua.. a educação tá pedindo socorro, como tá não dar para ficar, mude ou se mude, São Luís não pode parar…sou professor ôô”.

A professora Ana Regina Silva avaliou positivamente a atividade realizada pelo sindicato. “Aqui não é uma simples brincadeira é um bloco de protesto para mostrar a sociedade as lutas que enfrentamos por um salário mais justo e os reajustes que não foram estabelecidos”, disse a professora.

Este ano o carnaval poderia ter mais brilho e animação para a classe, se não fosse a desvalorização pela gestão municipal e os desmontes estabelecidos pelo presidente Jair Bolsonaro. Como a falta de diálogo para o cumprimento do piso salarial que estabelece o percentual de 4,17%, e o grande retrocesso que ocorrerá com a PEC da Previdência de n 6/2019, que já foi entregue, e pretende extinguir a aposentadoria especial.

Para a professora Maria Raimunda, os educadores saíram às ruas para também mostrar a importância dos professores. “Reivindicamos nosso reajuste salarial, mas também estamos alertando sobre a PEC que acarretará severos danos aos professores aumentando nosso tempo de serviço e contribuição”, relatou.

As perdas salariais têm reduzido o poder de compra dos professores, e “achatado” o piso salarial do Magistério. “Na greve ou no carnaval, o professor deve seguir unido e lutando em defesa dos seus direitos. Ou o professor resiste, ou deixa de existir”, assinalou na professora Gleise Sales.

O evento foi coordenado pelas professoras Gleise Sales; Raimunda Gualberto; Nathália Karoline; Mary Lourdes Santos; Izabel Cristina; Silvia; e Bernadete.

Imprensa Sindeducação.

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