Escolas paralisadas: mais de 4 mil alunos prejudicados pela omissão do prefeito Edivaldo

Escolas Paralisadas

A Carta Magna, no artigo 205 é bem clara: A educação, direito de todos e dever do Estado (…). Mas na realidade o ideal passou a ser mero parágrafo constitucional. A cada quatro anos entra e sai governo, as promessas eleitorais mantêm o estereótipo, sempre colocando como prioridades de suas políticas de governo a educação e a saúde; no entanto, na prática, não há vontade política de investir nestas áreas.

Os filhos e filhas da sociedade ludovicense vêm sofrendo com a política de inércia e de omissão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Em cinco anos de gestão, o “líder” do povo ampliou a herança de destruição da rede municipal de São Luís, ordenando o maior nível de precarização da educação pública já vista na história educacional da capital.

A escola pública que deveria ser um lugar aprazível, que despertasse nos alunos a motivação para a busca de uma vida melhor, hoje é um lugar sem a mínima infraestrutura. Em 2017, cerca de cinco escolas, sem manutenção, tiveram acidentes com desabamentos de tetos. Felizmente, não ocorreu nenhum caso fatal, mas as sensações desses dias nunca serão esquecidas pelas vítimas. A escola deve ser um ambiente que inspire segurança, mas em São Luís o sentimento é diferente.

De quem é a culpa?

A responsabilidade é da gestão municipal, através da Secretaria Municipal de Educação, que não mantém planejamento de manutenção e reforma dos espaços escolares, e a intervenção só acontece quando há pressão por parte do Sindeducação ou por meio da Justiça.

Vários alunos tiveram o ano letivo de 2017 comprometido, pois algumas reformas perduraram mais de oito meses, e outras ainda não foram concluídas.

‘É inadmissível que as escolas públicas tenham que paralisar para reforma durante os dias letivos, causando prejuízos irreparáveis para alunos e professores. Outra falha nesse processo é a falta de acompanhamento das obras, pois sem supervisão adequada os serviços são feitos com lentidão e displicência”, denunciou a presidente do Sindeducação, profª Elisabeth Castelo Branco.

Quem está pagando por essa conta?

Mais de 4 mil alunos estão fora da sala de aula, sem a garantia de seu direito à educação.

Veja as escolas paralisadas:

UEB Antônio Vieira
UI Arimatéia Cisne
UEB Professor Nascimento de Moraes
UEB Professor Mata Roma
UEB Alberico Silva – CIEP
Anexo II da UEB Profº Ronald Carvalho:  Terceiro Milênio
UEB José Ribamar Bogéa – polo
UEB Thales Ribeiro Gonçalves
UEB Evandro Bessa (estiva)
Anexo da UEB Alberto Pinheiro: Nossa Senhora Aparecida
UEB Monsenhor Frederico Chaves (Infantil)
UEB Newton Neves
UEB Tancredo Neves

‘‘A educação de São Luís pede socorro. Temos que reagir, professores, pais, alunos e sociedade em geral para enfrentarmos essa política de retirada dos direitos das nossas crianças e adolescentes, pois o lugar deles é na escola, em um ambiente digno e de qualidade. Vamos unir forças e cruzar os braços no dia 25 de abril para exigir dessa gestão mais respeito aos cidadãos que necessitam da escola pública, assim como cobrar a efetividade de uma política de valorização aos profissionais do magistério’’, frisou a presidente.

 

 

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