Professores reagem com indignação ao desrespeito do governo municipal

18403067_1481043818609025_1007790693607390489_nEm Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida na manhã desta quinta-feira, 11 de maio, na sede do Sindeducação, os educadores da rede municipal de São Luís, foram atingidos por mais um golpe do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que declarou a decisão de não conceder o reajuste salarial para a categoria de professores neste ano.

Para a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco,  não há como aceitar mais um desrespeito dessa gestão com a classe.   ‘Diante do quadro caótico da educação, temos que reagir e ir para o enfrentamento”, dispara.

Por meio de ofício, o executivo municipal justificou que “Com o cenário macroeconômico afetado negativamente pela crise e as receitas transferidas diminuindo e projeções de redução das receitas próprias pelo encolhimento da economia, o Município de São Luís gerencia o orçamento e as finanças de forma a adequar suas despesas ao montante da receita. A maior despesa da Prefeitura é a folha de pagamento de pessoal e seus encargos patronais, vale transporte, recolhimento de impostos e contribuições, seguidos pelas despesas de custeio e de investimentos”.

A direção sindical repudiou a “justificativa” da administração pública, que alega crise financeira, mesmo recebendo recursos federais. Nesse primeiro quadrimestre o município de São Luís já recebeu mais de R$110 milhões. Há entrada de recursos, porém os relatórios financeiros são uma incógnita.

Desde o início de março, a comissão da mesa de negociação vem buscando estabelecer o diálogo com o governo municipal em defesa da pauta de Reivindicações 2017, mas o governo municipal seguiu protelando a pauta financeira, tendo em vista que data-base é em janeiro.

O atual prefeito, que nos últimos quatro anos não fez nada pela educação, com sua política de desvalorização dos profissionais do magistério reproduziu o efeito do governo Temer (golpista), preparando um pacote de maldade para os trabalhadores da educação, que além dos arrochos salariais sofridos ao longo desses anos, ficarão sem reajuste.

Revoltados com a situação das escolas, a escassez de material didático e pedagógico, a falta de incentivo a formação continuada, a insegurança nos espaços escolares e pelo descumprimento da Lei do Piso, os professores da Rede de Ensino Municipal de São Luís decidiram marcar uma nova Assembleia para o dia 27 de maio, onde vão deliberar coletivamente. O Local será divulgado em breve.

É hora de reagirmos, professores!

De forma brutal o governo municipal provoca o desmonte da educação pública da capital. Escolas desabando nas cabeças de alunos e professores; falta de água potável; salas de aula: abafadas, sem ventiladores, com goteiras que provocam grandes alagamentos; lâmpadas quebradas, cadeiras quebradas, entre outros problemas são uma pequena proporção da realidade caótica dos espaços escolares de São Luís.

O atual chefe do executivo, Edivaldo Holanda Júnior, conduziu a educação pública ao colapso, ao ponto que se torna impossível acreditar que sua gestão despreparada poderá, um dia, reverter e mudar essa situação de decadência.

“E é diante de todo esse cenário de descaso e omissão ao maior patrimônio de uma sociedade: a educação, que os professores mostrarão a força desta categoria na luta por uma educação pública de qualidade”, bradou a professora Elisabeth.

Os Professores não são bobos!

Para investir na Educação não tem dinheiro, mas para criar cargos comissionados há disponibilidade financeira. Na quarta-feira (10), o executivo municipal enviou uma matéria ao parlamento criando 15 novos cargos para um projeto de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural. O texto condiz que serão criados noves cargos com a simbologia DAS-1, que representa o salário de R$ 9 mil por mês e outro seis cargos com a simbologia DAS-3 no valor de R$5.637,00. No total ao longo de um ano, o executivo municipal vai gastar R$1,377 milhão com o novo quadro de funcionários. O valor é quase metade do que a Prefeitura de São Luís já recebeu em 2014 do programa Brasil Carinhoso para construção das 25 creches.

Professor, no dia 27 de maio, participe da Assembleia Geral Extraordinária. Precisamos decidir coletivamente o rumo da nossa luta, pois é com união e coragem que fortalecemos a defesa dos nossos direitos. 

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