DENÚNCIA | Sindeducação visita UEB Ronald Carvalho e constata descaso com a obra da Quadra Poliesportiva

 

Além do teto, faltam itens de segurança, acessórios esportivos, acabamento e pintura do piso.

O Sindeducação visitou, nesta terça-feira, dia 9, as duas unidades da UEB Professor Ronald Carvalho, prédio principal na Divinéia, e o Anexo Terceiro Milênio no Habitacional Turu. As dirigentes Nathália Karoline e Gleise Sales constataram problemas graves com a obra da Quadra  Poliesportiva do prédio principal, que possui uma nova placa de reforma, sem que a anterior tenha sido concluída.

A UEB Professor Ronald da Silva Carvalho recebeu uma placa que descreve uma nova obra de reforma da quadra de esportes, mas, segundo uma professora que recebeu o Sindeducação, a primeira reforma nunca foi concluída.  “A estrutura da cobertura, o piso e o entorno da quadra nunca foram devidamente concluídos. As marcações do piso foram realizadas pelo próprio professor de Educação Física que mobilizou amigos e realizou um trabalho que era pra ser feito pela empresa”, desabafou a educadora que pediu para não ser identificada.

Segundo a dirigente Nathália Karoline, o caso é grave, já que demonstra falta de planejamento para uso das verbas públicas. “A empresa, devidamente contratada, não conclui a obra; mas será que a prefeitura pagou todo o valor contratado?”, indaga.

Primeira reforma ocasionou interdição do espaço esportivo em razão da cobertura não finalizada.

Sinais de abandono por todos os lados.

Segundo uma gestora da escola, a Direção foi surpreendida com a instalação de uma nova placa de obra da quadra com data de entrega para o mês de setembro de 2019. “Sobre as obras de reforma, nós não temos qualquer informação da SEMED”, pontuou.

De acordo com a professora Gleise Sales, na quadra falta, além de pintura, instalação da tabela e aro de basquete, e outros itens para desenvolvimento de esportes; falta completar a cobertura, que foi modificada pela remoção de algumas placas de telhas galvanizadas, fato que ocasionou a interdição do local. “Mesmo sem cobertura, essa quadra era regularmente utilizada para as aulas de educação física e eventos da comunidade, mas com esse problema criado durante a reforma não foi mais possível a utilização do espaço”, frisou a sindicalista.

Buracos deixados pela empresa que “executou” a primeira reforma.

O Sindeducação vai encaminhar a denúncia para o Ministério Público.

ANEXO – Do prédio principal as diretoras se deslocaram para o Anexo Terceiro Milênio, no Turú, averiguar a denúncia de falta de energia elétrica na escola. A gestora escolar, Marília Bogéa, recebeu o sindicato e esclareceu que na primeira semana de julho a escola teve problemas de falta de energia por corte do serviço, porém, o problema já havia sido resolvido com a CEMAR. “Há um processo de doação do prédio em trâmite, da SEDUC para o Município de São Luís, e nessa transição, ficaram faturas pendentes, mas tudo já está regularizado”, explicou.

A gestora informou também que as obras de conclusão da reforma estão sendo realizadas nos finais de semana, e que o calendário não está prejudicado.

As representantes do Sindeducação consideraram positiva a informação que o prédio, finalmente, será do município, e que o empurra-empurra dos problemas, entre SEMED e Estado, deverá findar. Entretanto, demonstraram preocupação com a lotação provisória das professoras que atuam no Anexo. “Nas visitas é flagrante a falta de professores nas escolas, que precisam urgentemente dos professores que estão aprovados no concurso público”, finalizou Nathália Karoline.

 

Imprensa Sindeducação.

 

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