Como avançar em um país onde a Educação pública não é prioridade para os gestores

O descaso do Governo com a situação dos professores no Brasil contribui para a precarização do ensino público.

O congelamento de investimentos em políticas públicas educacionais, a má aplicação dos recursos da educação, a falta de valorização dos profissionais do magistério, são alguns dos principais fatores que levam o País a ocupar os piores índices nos ranques socioeconômicos mundial. O país vive imerso no atraso e, atualmente, a situação só se agrava. Chegamos a um ponto, onde investimento em educação passou a ser considerado gasto pelas autoridades governamentais e na corrida pelo “crescimento econômico”, sempre sobram os “cortes” para a educação.

A contínua desvalorização da carreira do professor, não se manifesta somente nos baixos salários oferecidos aos docentes, mas nas péssimas condições de trabalho, nas salas superlotadas, na falta de material pedagógico necessário para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem, na carência de espaços físicos e lúdicos no ambiente escolar, nas arbitrariedades e ilegalidades provocadas pelas Secretarias de Educação, todas essas ações demonstra o tipo de sociedade que os políticos querem construir.

Aliado a isso, a classe política ainda investe na retirada de direitos garantidos por Lei, não concedendo o reajuste do Piso Nacional e a jornada extraclasse do professor, assim como o pagamento dos precatórios do Fundef.

No Maranhão, tanto na esfera Estadual quanto Municipal, a política de desvalorização é semelhante, tem a mesma característica e sempre com objetivo de prejudicar os trabalhadores. O Governador Flávio Dino (PC do B) através da Medida Provisória 272/18 que trata do reajuste salarial dos professores, rasga o Estatuto do Magistério e promove percentuais de reajustes diferenciados aos professores, contrariando a Lei Estadual nº 9.860/13, além disso promoveu o desmonte da carreira do magistério extinguindo 9 referências e reajuste em cima da GAM – Gratificação de Atividade do Magistério e manteve congelado o piso salarial de todos os professores.

Já o Prefeito de São Luís, o pedetista Edivaldo Holanda Júnior (PDT) segue o mesmo pacote de maldade.

Há dois anos não reajusta o salário dos professores da rede pública municipal de São Luís, promove uma educação precarizada, com escolas sucateadas e condições insalubres para professores e alunos, salas superlotadas, falta de material didático-pedagógico e outros.

“A situação da educação no Brasil é extremamente preocupante. A desvalorização dos professores não está apenas na questão salarial e no acúmulo de períodos de trabalho, está no descaso do governo com a educação pública. Muitas escolas padecem com a falta de estruturas decentes para atender seus alunos: prédios sucateados, merenda insuficiente ou inexistente, e profissionais desmotivados, criando assim um quadro muito grave dentro do sistema educacional”, disse a professora Elisabeth Castelo Branco.

Um país que não se preocupa com educação tende ao fracasso. Muitas nações que hoje se tornaram potências mundiais mesmo após terem passado por graves problemas, como guerras e crises econômicas, conseguiram se reerguer graças à criação de políticas educacionais que universalizaram o ensino.

“Enquanto o governo não perceber a necessidade de investir mais recursos na educação, nos professores, vamos continuar a assistir tragédias. É preciso que os governantes entendam que a educação é o único meio de transformar o cidadão e a sociedade”, disse a professora Elisabeth Castelo Branco.

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