CAMPANHA SALARIAL | Sob forte pressão da sociedade, Moacir Feitosa recua e marca agenda reuniões com Sindeducação

Moacir Feitosa, secretário de Educação de São Luís passou quase 5 meses sem dialogar com os professores da Rede Municipal. (Imagem: Reprodução TV Mirante).

Sob forte pressão dos educadores da Rede Pública Municipal, de membros do próprio Governo Municipal, vereadores e sociedade civil, o secretário de Educação de São Luís, Moacir Feitosa, recuou e decidiu retomar as reuniões de negociação com o Sindeducação. Após reunião realizada na Secretaria de Educação – SEMED, nesta terça-feira (4), solicitada pelos vereadores Osmar Filho, presidente da Câmara Municipal, e Sá Marques, o secretário remeteu ofício ao sindicato contendo calendário de reuniões com a entidade sindical. A primeira está marcada para o próximo dia 26.

Depois de quase 5 meses, SEMED responde ofício remetido pelo Sindeducação.

Durante a reunião, a professora Elisabeth Castelo Branco apresentou aos vereadores os 50 ofícios remetidos à SEMED e não respondidos pelo secretário; as diversas demandas pedagógicas pendentes de discussão com a categoria, como o Diário Online; Seletivo de gestor escolar; Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo – HTPC, antiga hora atividade para todos os professores da Rede; Validação de certificados (com pontuação) e declarações SEMED dos profissionais de magistério que participarem de seminário, congresso e outras atividades pedagógicas proporcionadas pela entidade sindical; Planejamento de reformas e manutenção física das escolas municipais; Convocação imediata dos concursados para sanar a deficiência da rede de ensino; Cumprimento do PCCV vigente com pagamento das progressões; Normativa de dispensa de ponto durante sua jornada de trabalho, para participação de plenárias, formação sindical fórum e reunião (bimestral) na entidade sindical; dentre outras.

As professoras Nathália Karoline, dirigente do Sindeducação; e Valéria Barros, representante dos educadores no Conselho do FUNDEB também participaram do encontro. 

O secretário Moacir Feitosa, disse que “jamais fechou as portas da SEMED para o sindicato”, e que os professores deveriam ter mais respeito por sua pessoa. Para justificar a quebra de diálogo com os educadores, o gestor chegou a citar a greve geral dos professores realizada em 2014, quando a Prefeitura de São Luís ficou ocupada por quase 100 dias, até o atendimento de suas reivindicações; o café da manhã na frente da casa do Prefeito; e a ocupação da SEMED pelos professores em greve.

Para a presidente do sindicato, o silêncio da SEMED e a quebra de diálogo com a categoria ao longo dos últimos 130 dias, prejudicou fortemente o andamento das demandas dos professores, e é preciso recuperar o tempo perdido com uma postura propositiva da secretaria. “É preciso ter maturidade para dialogar e saber que o gestor está passível de críticas, que servem para a melhoria do seu próprio trabalho”, frisou a presidente do Sindeducação, ao replicar o ressentimento do secretário de Educação.

Nós não somos crianças para deixar de dialogar em face das críticas à Gestão da Educação, que, me perdoem, vêm de toda a sociedade ludovicense, começando pelos pais de alunos”, criticou a dirigente sindical.

ESTADO DE GREVE – A Direção do Sindeducação informou que a categoria manteve o Estado de Greve, aprovado durante a Assembleia Geral do último dia 15 de Maio. “A retomada do diálogo pela SEMED é apenas um passo, diante de uma grande caminhada por uma estrada repleta de obstáculos criados pelo secretário Moacir Feitosa.

Vamos tentar avançar e conquistar as demandas dos professores”, finalizou Elisabeth.

A presidente do Sindeducação falou à Imprensa na saída da reunião desta terça-feira (4). Assista:

ESQUECER O PASSADO – O vereador Sá Marques, muito incomodado com o discurso de ressentimento do secretário, pediu para que este deixasse o passado de lado e retomasse o diálogo aberto, franco e propositivo. “O que nós queremos senhor secretário é avançar, e não retroceder para um passado que não trará qualquer benefício à Educação Pública Municipal”, pontuou.

Sob pressão do Legislativo Municipal, Feitosa recuou do silêncio fúnebre mantido por quase 5 meses. Na imagem, vereadores Osmar Filho e Sá Marques durante reunião com o Sindeducação.

Para Sá Marques, a situação da Educação Municipal precisa do engajamento de todos nesse momento, não apenas da SEMED, mas dos professores, sindicato, e da própria Câmara Municipal.

COMITÊ FINANCEIRO – Ao final da reunião o presidente da Câmara, vereador Osmar Filho, se comprometeu a buscar a abertura de diálogo também com o Comitê Gestor Financeiro do município, para que o Sindeducação debata a pauta financeira.

Imprensa Sindeducação.

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