30 DE ABRIL | Professores da Rede Municipal de São Luís vão paralisar as atividades em defesa da Educação Pública

Na próxima terça-feira, dia 30 de Abril, os professores da Rede Pública Municipal de São Luís vão paralisar as atividades, em advertência à política de arrocho salarial implementada pelo Governo Edivaldo Holanda Júnior, que não dialoga com a categoria, e não repassa os 4.17% de reajuste do Piso Nacional do Magistério. Os educadores exigem, também, a reestruturação das escolas municipais, com espaços adequados para desenvolvimento do ensino-aprendizagem; material didático para todas as escolas; e a convocação de todos os aprovados no último Concurso Público. A decisão foi aprovada em Assembleia Geral, realizada pelo Sindeducação no último dia 06.

Durante a assembleia, a categoria também repudiou a postura silenciosa, de descaso, adotada pela cúpula do governo municipal de São Luís em relação às reivindicações da classe. Os educadores da Capital estão há três anos sem reajuste, e acumulam perdas salariais de 17,46% de 2013 a 2018.

A presidente do sindicato, professora Elisabeth Castelo Branco, conclama os educadores a se engajarem na paralisação, e protestar contra o descaso da Administração Municipal com a Educação Pública e os profissionais do Magistério. “Os educadores precisam reagir, e ao lado do sindicato, dizer não à supressão de nossos direitos”, frisou a sindicalista.

A presidente alerta que é hora de sair às ruas, e exigir do Poder Público diálogo com a categoria. “Enquanto os gestores se trancam em seus gabinetes, a Educação Pública está sucateada, com profissionais desvalorizados e sobrecarregados, milhares de crianças sem aula e, outras, frequentando espaços escolares impróprios para o desenvolvimento do ensino-apredizagem”, relembra.

ENTENDA – O Comitê Sindical de Educação, órgão eleito pelos professores para negociar a pauta de reivindicações, conseguiu se reunir apenas uma vez com a SEMED, no último dia 24 de janeiro. A segunda reunião, que ocorreria no dia 6 de fevereiro, foi desmarcada pelo secretário Municipal de Educação, Moacir Feitosa, – a menos de 24h da sua realização, sem motivo plausível, e não deu retorno ao sindicato sobre a remarcação de nova data para o encontro. O Sindeducação já protocolou diversos ofícios solicitando a reabertura da agenda de negociação, mas a SEMED prossegue em silêncio fúnebre.

PAUTA – A pauta de reivindicação da categoria foi aprovada durante assembleia geral do último dia 11 de janeiro, incluindo as reivindicações da classe referentes ao Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento, e estrutura da educação municipal:

– Cumprimento do PCCV vigente;
– Garantia do direito a 1/3 da carga horária para todos os professores da rede pública municipal, inclusive os recém-efetivados na rede;
– Normativa de dispensa de ponto durante sua jornada de trabalho, para participação de plenárias, formação sindical fórum e reunião (bimestral) na entidade sindical;
– Combate à perseguição política, ao assédio moral e sexual nos locais de trabalho;
– Validação de certificados (com pontuação) e declarações SEMED dos profissionais de magistério que participarem de seminário, congresso e outras atividades pedagógicas proporcionadas pela entidade sindical;
– Planejamento de reformas e manutenção física das escolas municipais;
– Convocação imediata dos concursados para sanar a deficiência da rede de ensino;
– Política educacional de valorização dos profissionais do magistério que tenha abrangência nas condições de trabalho, melhorias na infraestrutura física das escolas, saúde do trabalhador e segurança no trabalho.

Imprensa Sindeducação.

1 comentário

  • Márcio Rogério disse:

    Próximo passo : GREVE POR TEMPO INDETERMINADO. Eles radicalizam de lá; NÓS radicalizamos, com toda justiça, de cá. Eles precisam aprender a nos respeitar !

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