22 DE MARÇO | Sindeducação mobiliza professores em dia de luta contra a Reforma da Previdência

Os professores da Rede Pública municipal participaram, na manhã desta sexta-feira, 22, do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência Social, convocado pelas centrais sindicais. Os trabalhadores da Capital reuniram-se na frente do INSS, para se manifestar contra o projeto apresentado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que dificulta o acesso à Previdência.

Para a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, que liderou a participação dos educadores no evento, é preciso levantar a bandeira de luta contra essa proposta nefasta da presidência da República, que vai destruir todos os direitos que foram duramente conquistados. “Nós mulheres seremos as mais prejudicadas nessa reforma, e não podemos aceitar. Estamos aqui para dizer ao nosso país, ao presidente, que essa reforma não vai ser aprovada, não vamos aceitar, seremos resistência”, frisou durante o discurso.

Professora Izabel Cristina pedindo respeito e valorização do professor.

Ainda de acordo com a presidente, “no que tange a mulher, a reforma não leva em consideração as condições de trabalho dela, e a tripla jornada, pois além de trabalhar fora, ainda tem que cuidar do lar e dos filhos, o que acarreta em um desgaste físico e emocional muito maior”.

O professor Leonel Torres, educador da base, destacou que “a reforma da previdência significa a retirada dos direitos dos trabalhadores. É preciso dizer não a essa reforma, contra essa política da maldade. Vamos todos rumo à greve geral”.

“Esse é um grande golpe que o governo quer dá na nação brasileira”, lamentou a dirigente sindical, Nathália Karoline, que complementou: “Exigimos respeito aos trabalhadores, aos professores. Essa reforma não vai passar e esses fascistas não passarão”.

Participaram da mobilização, também, as centrais sindicais Força Sindical; CTB; CUT; CSB; UGT; CSP Conlutas; trabalhadores de diversas categorias, das zonas urbana e rural; movimentos sociais e estudantes, todos contra a PEC 6/2019.

Diretoria do Sindicato presente.

ENTENDA – A proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro, ao Congresso Nacional, por meio da Proposta de Emenda Constitucional – PEC n.º 6/2019, penaliza os profissionais do Magistério. Os professores, que hoje podem se aposentar aos 55 anos e com 30 anos de contribuição, passarão a ter o direito apenas com 60 anos de idade. Para as professoras, a proposta é ainda mais cruel, elas terão de trabalhar mais 10 anos, passando de 50 para 60 anos de idade, e contribuir ao longo de 30 anos para conquistar a tão sonhada aposentadoria, hoje são 25 anos.

Para alcançar a aposentadoria, para aqueles que serão enquadrados no processo de transição, segundo a proposta de reforma do governo, precisarão atingir 81 anos para as mulheres e 91 anos para os homens. Esse total será calculado com a soma de idade e tempo de contribuição.

Neste caso, a idade começa com 51 anos para as mulheres e 56 para os homens em 2020, aumentando seis meses a cada ano até chegar a 60.

Professora Elisabeth cobrando do Senador Weverton Rocha.

APOIO PARLAMENTAR – A professora Elisabeth, aproveitou a ocasião para solicitar apoio dos parlamentares presentes, a exemplo do Senador Weverton Rocha e do Deputado Federal Márcio Jerry. “Foi um momento de falar da reforma da previdência, e também sobre a destinação de percentuais dos precatórios do FUNDEF para a categoria DE PROFESSORES , além da Medida Provisória 873/2019, que impede a organização dos sindicatos e afronta a Constituição Federal, limitando a liberdade de associação e autodeterminação dos cidadãos”, pontuou.

Outro parlamentar presente foi o vereador Honorato Fernandes. As dirigentes do Sindeducação pediram apoio para resolução dos problemas da Rede de Ensino municipal, devastada pelo caos patrocinado pela SEMED. “Vamos apresentar ao vereador, o panorama da falta de estrutura e o fechamento das escolas municipais, que está prejudicando o aprendizado das crianças e adolescentes. Enviaremos ao parlamentar, um relatório e mapeamento das escolas, provando o descaso da Prefeitura com a educação”.

“Cobrei dos parlamentares o apoio a nossas causas. Precisamos pressionar os deputados federais e senadores para nos apoiar nessa luta”, finalizou a presidente.

Professora Elisabeth discute o descaso da educação com o vereador Honorato Fernandes.

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